I miss the rainy days.

English:

I think that since I was very young I love rain and puddles of water. I believe there is something magical about the water that fell from the sky, often unexpectedly. The day gets different, the smell of the air changes, people get transformed. And I often get caught taking pictures and watching the sky moving reflected on the ground.

During this year’s Low Residency I had a very unpretentious experience. Some girls and I had just finished a collective work, an urban interference brought about by the work of the guys of the Patatas Guerra group. It was raining and the puddles gradually formed. I had some jars of ink in my backpack and I wanted to get out of the comfort of the studio or my room and do an intervention on the streets that are so accustomed to watching the water fall. I sprinkled drops of paint on a large puddle in the middle of the street and asked Arlette, who was with me, to film. My desire was to get out of my comfort zone that involved ink and water and see how that would behave in an external, urban context, in the middle of everyday life. The ink danced in the water and turned the reflection of everyday life around. My intention was to bring a bit of strangeness and magic to a normal day in London.

It is impossible not to relate this work to that of the Italian artist/activist Graziano Cecchini, who dyed the waters of the Trevi Fountain in Rome red as a form of protest against the corruption in Italy. My actions do not have a straightforward political agenda. I chose red not connecting it to blood, but simply for its contrast over the black and gray of the city. However, I believe that bringing a touch of unexpected to the streets has the power to get people out of the normal day’s dullness, and who knows, maybe make them appreciate the day. This is also a political position.

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I really enjoyed performing this experience, but it was a little run down by the other thoughts and experiments I’ve done over the past few months. Perhaps these images and thoughts have matured to be revisited again. Sometime later, while I was editing the Flood video (presented at Symposium 2), I came across this material and found that it made sense in my research on water and small rituals. I was very surprised by the feedback I received regarding this images and this encouraged me to redo it, this time filling more puddles and bringing more colors. It would be a little different from what I’ve done so far and I’d love to explore more.

The deadline for this second experiment will be July 3, to try to get into the MA Selected Show, an exhibition of selected works within the Camberwell Space Gallery. But the waters of this city have ceased to pour for the time being and it has not rained for more than 3 weeks. I thought of going somewhere else that could be rainy, but right now I feel that the city that needs to be reflected in my paintings in London because it’s the city that has welcomed me and allowed me to build myself as an artist in the last two years.

Even without being able to redo the work I think it remains interesting. And do not miss the opportunity of trying to show something different I reviewed and edited the images captured that day and made a new video. Since it is an action I decided to call it ‘Experience: RUA # 1’.

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I will not give up redoing it, once the puddles start forming again my paints will be there.

Who knows, maybe showing this video will attract the rain?

Português:

Acho que desde muito criança eu adoro chuva e poças de água. Acredito que tem algo meio mágico na água que caiu do céu, muitas vezes inesperadamente. O dia fica diferente, o cheiro fica diferente, as pessoas ficam diferentes. E muitas vezes eu me pego tirando fotos e vendo o movimento do céu que é refletido no chão.

Durante a Low Residency desse ano eu fiz uma experiência muito despretensiosa. Eu e algumas meninas tínhamos acabado de realizar um trabalho coletivo, uma interferência urbana provocado pelo trabalho dos meninos do Patatas Guerra.  Estava chovendo e as poças aos poucos foram se formando. Eu tinha alguns frascos de tinta na mochila e fiquei com vontade de sair do conforto do estúdio ou do meu quarto e fazer uma intervenção nas ruas que estão tão acostumadas a ver a água cair. Joguei gotas de tinta em uma grande peça no meio da rua e pedi para a Arlette, que estava comigo, gravar. Minha vontade desse trabalho era sair da minha zona de conforto que envolvia tinta e água e ver como isso se comportaria em um contexto externo, urbano, no meio do cotidiano. A tinta dança na água e transforma o reflexo do cotidiano ao redor. Minha intenção era de trazer um ponto de estranhamento, de magia para um dia normal de Londres.

Não tem como não relacionar esse trabalho com a do artista/ativista Italiano Graziano Cecchini, que tingiu de vermelho as águas da Fontana di Trevi em Roma como forma de protesto contra a corrupção na Itália. A minha ação não tem um cunho politico tão direto. Escolhi o vermelho não pelo sangue, e sim pelo contraste dele sobre o preto e cinza da cidade. Porém, acredito que trazer um toque de inesperado para as ruas tem o poder de tirar as pessoas da dormência dos dias normais, e quem sabe fazer com que elas apreciem o cotidiano. Isso também é um posicionamento político.

Eu gostei muito de realizar essa experiência, mas ela foi um pouco atropelada por outros pensamentos e experimentos que fiz ao longo dos últimos meses. Talvez essas imagens e pensamentos tenham ficado amadurecendo para serem revisitados novamente. Algum tempo depois, enquanto eu estava editando o vídeo Flood, apresentado no Symposium 2, me deparei com esse material e achei que ele fazia sentido dentro da minha pesquisa de água e pequenos rituais. Fiquei muito supresa com o feedback que recebi com relação a essa imagem e isso me incentivou a refazê-la, dessa vez preenchendo mais poças e trazendo mais cores. Seria algo um pouco diferente do que fiz até agora e adoraria explorar mais.

O deadline para essa segunda experiência será o dia 3 de julho, para tentar inscrevê-lo no MA Selected Show, uma exposição de trabalhos selecionados dentro da Galeria Camberwell Space. Mas as águas dessa cidade cessaram por enquanto e fazem mais de 3 semanas que não chove. Pensei em ir para algum outro lugar que estivesse com o tempo mais fechado, mas nesse momento sinto que a cidade que precisa estar refletida nas minhas tintas é Londres, uma cidade que me acolheu e tem me  construído como artista nesses último 2 anos. 

Mesmo sem conseguir refazer o trabalho acho que ele continua interessante. E para não perder a oportunidade de tentar mostrar algo diferente eu revi as imagens captadas naquele dia e fiz um novo vídeo. Já que se trata de uma ação minha eu resolvi chamá-lo de ‘Experiência: Rua #1‘.

Mesmo assim não vou desistir de refazê-lo, assim que as poças começarem a se formar novamente eu e minhas tintas estarão lá.

Quem sabe mostrar esse vídeo não atrai a chuva?

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