Installation: Flood- Process# 3 (Ed Kelly’s Superpowers)

English:

Finally, I reached the final stages of the preparations for the setting up of my video installation: ‘Installation: Flood’. These final preparations were centered around 3 elements that I will describe in this post.

THE PUMP

One of the crucial points of this work was its adaptation of a performance into an autonomous installation. Originally, as a performance, I physically played and controlled the amount of water in a mirror that distorted the image and created rays of light. For the installation I would need to work with a turntable, bringing motion to the mirror, and a water pump.

The turntable was relatively easy, I found on the internet a small battery operated base. It is not very fast and does not waste much battery, so it easily brought movement to the round mirror.

The bomb was a bit more complicated. As I have already put in some previous texts, I thought that the water gushing constantly with only the movement of the mirror would work, but in practical tests, I realized that the rays of light are formed when there is a pause and the water flows through the mirror. So I would need to control the on and off times of the pump. After buying the small pump and putting it to work, I set out to research ways I could control it with Arduino. To represent a little of the “uncontrolled” water I wanted the pump times to be random, although still within a pre-set time.

The pump I bought needed 12V of power, as the Arduino works with 5V I had to use a component called relay to do this conversion. I even found some online tutorials that taught me how to control the water pump with sensors, but none specifically talked about random times. Even with some knowledge of programming, Arduino and circuits I was a little lost and I stopped at that point, so I turned to the superpowers of Ed Kelly.

I was about to buy another welding equipment, after hours trying to use an improvised weld. I was about to go to the exit door of the studio when at a perfect moment Ed entered the room. We had not set a schedule that day, but I believe his “student in frustration” sensor was activated and he went there to see my stuff. In a few minutes, he told me what I needed, and that it would be best if I did not weld anything at that moment and that the next day we would do the work.

(Soldering Iron made with lighter)

My (official) meeting with Ed lasted around 40 minutes divided into 2 days, embedded in his lunch schedule. On the first day Ed brought the code and made wonderful welds in my relay, it took some time to read my Arduino on the computer (which I found very strange since I had worked with him a few times) but after a brief research, I realized that we just needed to update the software. We finished the first day seeing that the code and the relay worked. On the second meeting in less than 20 minutes, Ed connected the pump on the relay and power supply and made an adjustment to the code that gave me the ability to manipulate the time interval when the pump was turned on and off. Everything is working now. I am so grateful for Ed’s generous help and fascinated by his genius. I am also convinced that he has superpowers.

Captura de Tela 2018-06-30 às 16.51.46.png

I still need to work out some details, such as extending the wires that connect the pump to the Arduino and setting the pump times right, but that’s something I’ll do in the fully assembled exhibition environment.

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THE RASPBERRY PI

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“It’s very easy and super direct, just plug it and it’s working,” said Jonathan in a meeting in which we spent 20 minutes discussing how much the media players embedded in the projectors are bad and do not read video. With this he motivated me to buy and learn to play with a new ‘toy’: the Raspberry Pi, a small, cheap computer running Linux and in which it’s possible to do countless things. I did not think twice and embraced the opportunity to learn to set and program my own media player to the projector.

I have to admit it wasn’t as easy as Jonathan said. I found a tutorial on YouTube that led me to a software that apparently already looped through the video without needing any command, it seemed magical. I tried 2 times and it did not work. Then I found a tutorial that Jonathan indicated to me, but this one seemed to be a bit more complicated and demanded commands in the Raspberry Pi terminal. But in the end, after being able to connect the Wi-Fi and following it step by step I was able to make my media player work.

I felt very victorious.

THE WHITE PAINT

To paint or not to paint, that is the question. When Alê and I built the plinths for the installation, we were sure that some of the marks and details would be worked out in the painting, so painting them was something I was sure we would do. When they were ready I was asked by Jonathan if it would even be necessary to paint. In fact, I was a little afraid that if the plinths were not beautiful and painted people would think I was lazy. But conceptually I believe that the plinths that reveal how they are made, without painting, without trying to hide their imperfections make more sense in this work as a whole.

So I came to a middle ground. I and Ale painted the top, where the tripod goes because that was the part that bothered me the most. We have a light finish on the supports but I will leave them in wood, sharing the intimacy of the piece, just as I am sharing mine.

Ready. Now I just need put it all together in the assembly. And spend some time enjoying the elements and experimenting with the pump times and the images that I will project.

 

Português:

Finalmente cheguei nas etapas finais dos preparativos para a montagem da minha instalação de video: ‘Instalação: Inundação”. Esse preparativos finais se concentraram em torno de 3 elementos que colocarei nesse post. 

A BOMBA

Um dos pontos cruciais nesse trabalho foi a sua adaptação  de performance para uma instalação autônoma. Originalmente, como performance, eu fisicamente jogava e controlava a quantidade de água num espelho que ia distorcendo a imagem e criando raios de luz. Para a instalação eu precisaria trabalhar com uma mesa giratória, para trazer o movimento para o espelho, e uma bomba para a água. 

A mesa giratória foi relativamente fácil, encontrei na internet uma pequena a base movida a pilhas. Ela não é muito rápida e nem  gasta muita bateria, então  facilmente trouxe movimento para o espelho redondo. 

Já a bomba foi um pouco mais complicada. Como eu já devo ter colocado em algum texto anterior, achava que a água jorrando constantemente só com o movimento do espelho funcionaria, porém ao fazer testes práticos  percebi que os raios de luz se formam quando há uma pausa e a água escorre pelo espelho. Por isso eu precisaria controlar os tempos de ligar e desligar da bomba. Depois de comprar a pequena bomba e colocá-la para funcionar, parti para a pesquisa de formas em que pudesse controlá-la com o Arduino. Para representar um pouco do “descontrole” da água queria que os tempos da bomba fossem randômicos, mas ainda dentro de um espaço de tempo pré estabelecido. 

A bomba que eu comprei necessitava de 12V de potência, como o Arduino trabalha com 5V precisei usar um componente chamado rele (relay) para fazer essa conversão. Eu cheguei a achar alguns tutoriais online que ensinavam a controlar a bomba de água com sensores, mas nenhum especificamente falava de tempos randômicos. Mesmo com algum conhecimento de programação, Arduino e circuitos eu fiquei meio perdida e travei nesse ponto, por isso recorri aos super-poderes do Ed Kelly.

Eu estava quase indo comprar outro equipamento de solda, depois de horas tentando usar uma solda improvisada. Ia em direção a porta de saída do estúdio, quando em um momento perfeito o Ed entrou na sala. Nós não tínhamos marcado um horário naquele dia, mas acredito que seu sensor de “ aluno em frustração”  foi ativado e ele foi lá para ver meu material. Em poucos minutos ele me disse o que eu precisava, e que seria melhor eu não soldar nada naquele momento e que no dia seguinte faríamos o trabalho. Meu encontro (oficial) com o Ed durou em torno de 40 minutos dividido em 2 dias, encaixados no seu horário de almoço. No primeiro dia o Ed trouxe o código e fez soldas maravilhosas no meu Relê, demoramos um tempo para conseguir ler o meu Arduino no computador (o que eu achei muito estranho, pois já tinha trabalhado com ele algumas vezes), com uma breve pesquisa percebi que precisavamos apenas atualizar o software. Terminamos o primeiro dia vendo que o código e o rele funcionavam. No segundo encontro em menos de 20 minutos o Ed ligou a bomba no rele e na fonte de energia e fez um ajuste no código que me trouxe a possibilidade de manipular o intervalo de tempo em que a bomba estava ligada e desligada. Tudo estava funcionando. Estou muito agradecida pela ajuda generosa do Ed e fascinada pela sua genialidade. Estou também convicta que ele tem super poderes.  

Ainda preciso arrumar alguns detalhes, como aumentar os fios que ligam a bomba ao Arduino e acertar direitinho os tempos da bomba, mas isso é algo que farei dentro da ambiente expositivo com tudo montado.

O RASPBERRY PI 

“É muito facil e super direto, basta ligar e já esta funcionando”, foi o que Jonathan disse em um encontro no qual passamos 20 minutos discutindo sobre o quanto os mídia players imbuídos nos projetores são ruins e não leem video. Com esse estímulo ele me motivou a comprar e aprender a brincar com um brinquedinho novo: o Raspberry Pi, um pequeno computador, barato que roda Linux e com o qual é possível fazer inúmeras coisas. Eu não pensei duas vezes e abracei a oportunidade de aprender a mexer e programar meu próprio mídia player para o projetor. 

Tenho que admitir que eu não tive tanta facilidade quanto o Jonathan. Achei um tutorial no YouTube que me levava para um software que aparentemente já rodava o vídeo em loop sem precisar de nenhum comando, parecia mágica. Tentei 2 vezes e não deu certo, segui para um tutorial que o Jonathan me indicou, mas esse parecia ser um pouco mais complicado e demandava comandos no terminal do Raspberry Pi. Mas no fim, depois de conseguir conectar com o Wi-Fi e seguindo o passo a passo consegui fazer meu mídia player funcionar.

Me senti muito vitoriosa.

A PINTURA DE BRANCO

Pintar ou não pintar, eis a questão. Quando eu e o Alê construímos as peças para a instalação estávamos certos de que algumas marcas e detalhes se resolveriam na pintura, portanto pintar as peças em branco era algo que eu estava certa que iriamos fazer. Quando elas ficaram prontas eu fui questionada pelo Jonathan se seria mesmo necessário pintar.  Na verdade eu tinha um pouco de medo de que se as peças não estivessem lindas e pintadas as pessoas achariam que eu era preguiçosa. Mas conceitualmente acredito que as peças que revelam como são feitas, sem pintura, sem tentar esconder suas imperfeições fazem mais sentido nesse trabalho como um todo.

Então cheguei a um meio termo. Eu e o Ale pintamos  o topo, aonde de vai o tripé, pois aquela era a parte que mais me incomodava. Demos um leve acabamento nos apoios mas vou deixá-los em madeira, dividindo a intimidade da peça, assim como eu estou dividindo a minha.

Pronto. Agora é só colocar tudo junto na montagem. E ficar um tempo curtindo as peças e experimentando com os tempos da bomba e as imagens.

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