Tutorial # 6

English:

These days I was talking on the phone to my uncle (who is a plastic artist) and when I told him that I was preparing for the final show he asked: “So now you just need to be an artist?”. I found this question interesting with the emphasis on just, after all, I think this is being the most intense moment of the course.

The day of my sixth one-on-one tutorial with Jonathan came and just now writing this text I realized that this is probably our last official conversation within the context of the masters.

This tutorial session was a little more practical than the previous ones. I started by showing my advances regarding the works of the final show and he asked me to explain with details of how the installation would be set and which were my main doubts. Thus, we talked about possibilities for this projection, which could be done directly on the wall, but my initial idea was to project on a semi-transparent surface, which could also serve as a division of space leaving it more protected, more intimate. Jonathan suggested building a screen and covering it with fabric or semi-transparent paper to give this idea of a ​​room and intimacy. I really liked the idea of ​​fabric or paper, but I think I still love the aesthetic of something aerial. I still have a lot to organize in this installation, mainly related to building supports, and how to leave the projector at an angle. Also regarding the water pump that needs to have time intervals, because it cannot run constantly. I need to crack the shell of the Arduino’s setting for the water pump. About the image that I will create for the installation, I still have doubts if I will follow the initial idea using the treetop footage (presented in the first work I did during this course) or if I will try something new, with my image.

We followed our conversation to the piece involving virtual reality. I’d like it to be hung on the ceiling, pinned on a chair or swivel chair, so people might have a certain freedom to look around. As an equipment I will use my own smartphone, I have already bought the other necessary materials. I think this work is the most developed so far, but I’ll do the third part of the performance on June 21 (summer solstice).

I told Jonathan that the piece that was worrying me the most was the wall based one. During the whole course, I’ve been creating blind self-portraits but did not know if they were worthy of being presented for the final show, and did not know if it would be better to drop them and present something else on the wall. For me, these self-portraits have to do with my personal process of building an artist’s voice and do not have much artistic value. Jonathan then suggested setting up a small studio, presenting a bit of the process of creating these works, and that could also be my performance – at some point in the day making more blind drawings inside the exhibition. I really enjoyed the idea of ​​presenting this studio set-up and I was more confident about presenting the drawings as quantity and texture and not as framed works, because after all, they are the record of a “ritual”, of a practice that is still alive. Who knows if during the exhibition I could invite the passers-by to draw a picture with me?

After this conversation, I realized that things are slowly moving on. I do not know what the outcome will be, but I believe that in this process I am being honest with myself.

IMG_7885.JPG

 

Português:

Esses dias eu estava falando ao telefone com meu tio (que é artista plástico) e quando eu contei que estava me preparando para o final show ele perguntou: “então agora você só precisa ser artista?” Achei interessante essa pergunta com a ênfase no , afinal acho que esse está sendo um momentos mais intensos do curso.

Chegou o dia do meu sexto one-o-one tutorial com o Jonathan e só agora escrevendo esse texto percebi que essa provavelmente é a nossa última conversa oficial dentro do contexto do mestrado.

Essa sessão de tutoria foi um pouco mais prática do que as anteriores. Comecei mostrando os meus avanços com relação as obras do final show e ele me pediu para explicar com os detalhes de como seria a instalação e quais eram minhas principais dúvidas. Assim, conversamos sobre possibilidades para essa projeção, que poderia ser diretamente na parede, porém a minha ideia inicial era a de projetar em uma superfície semitransparente, que também pudesse servir de divisão do espaço deixando-o mais protegido, mais íntimo. O Jonathan sugeriu construir um biombo e cobri-lo com tecido ou com papel semi-transparente para dar mais essa ideia de quarto e de intimidade. Gostei muito da ideia do tecido ou do papel, mas acho que ainda me encanta mais a estética de algo aéreo. Ainda tenho muito o que organizar nessa instalação, principalmente relacionados a construção de suportes, de como deixar o projetor em ângulo e também a respeito da bomba de água que precisa ter intervalos de tempo, não pode funcionar constantemente. Acho que para a bomba precisarei quebrar a cabeça com o Arduino. Sobre a imagem que vou projetar na instalação ainda tenho dúvidas se seguirei com a ideia inicial do topo das árvores (apresentada no primeiro trabalho que fiz no curso ) ou se tentarei algo novo, com a minha imagem.

Seguimos a nossa conversa para a obra envolvendo realidade virtual. Eu gostaria que ela fosse pendurada no teto, fixada sobre em uma cadeira ou banco giratório, para as pessoas poderem ter uma certa liberdade de olhar ao redor. Como equipamento eu usarei meu próprio smartphone, já comprei outros materiais necessários. Acho que esse trabalho é o que está mais adiantado, mas vou fazer a terceira parte da performance no dia 21 de junho (solstício de verão).

Eu contei para o Jonathan que o trabalho que estava me preocupando mais era o “wall based”. Durante o curso todo eu tenho feito autorretratos cegos, mas não sabia se eles eram dignos de ser apresentados no final show, e não sabia se seria melhor deixá-los de lado e apresentar outra coisa na parede. Para mim esses autorretratos têm a ver com meu processo pessoal de construção de uma voz de artista e não tem muito valor de arte. O Jonathan então em sugeriu montar um pequeno estúdio apresentando um pouco do processo de execução desses trabalhos, e essa também poderia ser minha performance- em alguns momentos do dia fazer mais desenhos cegos dentro da exposição. Gostei muito da ideia de apresentar esse set-up de estúdio e fiquei mais segura em apresentar os desenhos como quantidade e textura e não como obras enquadradas, pois afinal eles são o registro de um “ritual” , de uma pratica que continua viva. Quem sabe no meio da exposição eu não convide os transeuntes a fazer um desenho junto comigo?

Depois dessa conversa eu percebi que as coisas estão aos poucos se encaminhando. Não sei como vai ser o resultado, mas acredito que nesse processo estou sendo honesta a mim mesma.

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