The expanded Light – Presentation

English:

One of the exercises in this new stage of the program was the presentation of our Research Paper research to the class, promoting a conversation about the subject. I do not know if that was just my perception, because I spent more than a year involved in this universe and accompanying these artists, but I felt that everything I said to my colleagues was a bit repetitive. I have already discussed in some conversations the issues involving light and sound as an autonomous artistic language, and the proposal of the duo in seeking a subtle interaction with the audience, so that their work would engage personal narratives, and the relationships I created between his works and the tradition of expanded cinema. So I tried to quickly retake these subjects and then propose a bit of a practical conversation on subjects that caught my attention after the article was submitted: subjects related to the difficulty of recording this kind of work, whether the record can be considered a new work, and the way in which these artists use social networks, especially Instagram, to build their artistic narratives and demonstrate a little of their processes.

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In this sense, I started the presentation with a brief contextualization of the concept of expanded cinema bringing, among others, theorists such as A.L Rees. which classifies the expanded cinema as a very comprehensive concept that involves different experiments related to image, projection, screens, and narrative; and Gene Youngblood in his relationships between expanded cinema and the pursuit or induction of an expanded consciousness.

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I went on to explain why I chose to study this duo of contemporary Brazilian artists, talking a little about the importance of recording this kind of work and the analysis of artists outside the EUROPE-US axis, mainly related to expanded cinema and art and technology. I introduced the artists studied and told a little of their trajectories and how through empirical experiments they came across the construction of an artistic language involving light and sound, allowing the construction of immersive environments, therefore evoking personal narratives in the viewers. These works of live performances are related to the tradition of expanded cinema, not only because they use the primordial elements of cinema (Light and Sound) and subverting the space of traditional theater or cinema, but also by the relationship with the spectator which is seen as an element as important as light and sound, for it is through their presence that the narrative is constructed.

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In an attempt to open a conversation and inspire my colleagues to think about the effective documentation of their installation, performance, and video work, I introduced how this duo sees the subject. In order to record their performances they work with videos and photos, but because they work to experiment with low luminous indexes for long periods, they are fully aware that these other types of media cannot fully translate what was created or transmitted during the performance, and the possibilities of digital manipulation often creates textures and colors that were not present. So this record can be considered a new work, not as something figurative, but as a “translation” to other media. Another important issue is regarding the viewers’ relationship and perception, for this reason, they are very interested in stories that involve stories and feelings.

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Their Instagram is used in a very interesting way, as they post every moment and every stage of the process, from equipment, backstage, to small moments of performance. I believe this is very positive not only for building a record but also for building the narrative of them as artists. As we flip through the images we can see what they are working on now, what elements are important and how they do their work. I believe that this kind of sharing is very positive and generous, as they are not afraid to show how the works are created and performed.

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I finished the presentation with a bit about where their work is related to my practice. Besides the interest in the projected moving image and the light I explored in some works, I think our pieces are related to the construction of works that talk to each other, without being a mere illustration of each other. This comes from my research on “translations”, which inspired me in using Instagram to build my narrative as an artist, trying to post photos that represent my interests and my processes. In the Research Paper, I was also very interested in the history of these artists, and this also influenced me in the sense of accepting my practice, involving personal narratives.

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Now, as I write this text and revisit this study, I see that I could relate the work of the duo with mine in the aspect of constructing small “artistic rituals” – actions or spaces that allow for the viewer and the artist a direct and intimate connection with themselves.

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Portugês: 

Um dos exercícios desta nova etapa do curso foi o da apresentação da nossa pesquisa do Research Paper para a classe, promovendo uma conversa em torno do assunto. Não sei se essa foi apenas a minha percepção, pois passei mais de um ano envolvida neste universo e acompanhando esses artistas, mas senti que tudo que eu dissesse para os colegas seria uma repetição. Eu já comentei em algumas conversas as questões que envolvem a luz e o som como linguagem artística autônoma, e a proposta da dupla de artistas de buscar uma interação sutil com a plateia, para assim seus trabalhos engatilharem narrativas pessoais, e as relações que criei entre suas obras e a tradição do cinema expandido. Por isso, tentei retomar rapidamente esses assuntos e em seguida, propor uma conversa um pouca mais prática sobre assuntos que me chamaram a atenção depois da entrega do artigo: assuntos relacionados a dificuldade do registro deste tipo de trabalho, se o registro pode ser considerado uma nova obra, e a forma com a qual esses artistas utilizam as redes sociais, especialmente o Instagram, para construir suas narrativas artísticas e demonstrar um pouco dos seus processos.

Nesse sentido, comecei a apresentação com uma breve contextualização do conceito de cinema expandido trazendo, entre outros, teóricos como A.L Rees. que classifica o cinema expandido como um conceito muito abrangente que envolve diferentes experimentos relacionados a imagem, projeção, telas e narrativa; e Gene Youngblood em sua relação entre o cinema expandido e a busca ou a indução de uma consciência expandida.

Segui explicando o porquê de ter optado por estudar essa dupla de artistas brasileiros contemporâneos, falando um pouco da importância do registro deste tipo de trabalho e da análise de artistas fora do eixo EUROPA-EUA, principalmente relacionados a cinema expandido e arte e tecnologia. Introduzi os artistas estudados e contei um pouco de suas trajetórias e de como por meio de experimentos empíricos eles chegaram na construção de uma linguagem artística que envolve luz e som, permitindo a construção de ambientes imersivos, evocando narrativas pessoais nos espectadores. Estes trabalhos de performances ao vivo dos artistas se relacionam com a tradição do cinema expandido não apenas por se tratarem dos elementos primordiais do cinema (Luz e Som) e de subverterem o espaço de teatro ou de cinema tradicional, mas também pela relação com o espectador que é visto como um elemento tão importante quanto a luz e o som, pois é por ele que a narrativa é construída.

Na tentativa de abrir uma conversa e inspirar meus colegas a pensar a respeito do registro efetivo para seus trabalhos de instalação, performance e vídeo eu apresentei como essa dupla vê o assunto. Para o registro de suas performances eles trabalham com vídeos e fotos, porém, por trabalharem com baixos índices luminosos por longos períodos, eles têm plena consciência de que estes outros tipos de mídia não conseguem traduzir por completo o que foi passado ou criado na performance, e as possibilidades do digital de manipulação cria, muitas vezes, texturas e cores que não estavam presentes. Então esse registro pode ser considerado uma nova obra, não como algo figurativo, mas sim uma “tradução” para outra mídia. Outra questão importante é a relação e percepção dos espectadores, e por isso eles são muito interessados nos relatos que envolvem histórias e sensações.

O Instagram da dupla é usado de maneira muito interessante, pois eles postam cada momento e cada etapa do processo, desde equipamentos, bastidores, até pequenos momentos da performance. Eu acredito que isso é muito positivo não apenas para a construção de um registro, mas também para a construção da narrativa deles como artistas. Ao passear pelas imagens conseguimos perceber o que eles estão trabalhando agora, quais elementos, são importantes e como eles realizam seus trabalhos. Acredito que esse tipo de compartilhamento é muito positivo e generoso, pois eles não tem medo de mostrar como as obras são realizadas.

Eu finalizei a apresentação contanto um pouco sobre em que pontos o trabalho da dupla se relaciona com a minha prática. Além do interesse pela imagem em movimento projetada e a luz que explorei em alguns trabalhos, acho que nossos trabalhos se relacionam na construção de obras que conversam entre si mas que não são ilustrações uma das outras. Isso vem da minha pesquisa sobre as “traduções”, o que me inspirou no uso do Instagram para a construção a minha narrativa como artista, tentando postar fotos que representam meus interesses e meus processos. No Research Paper também me interessei muito pela história desses artistas, e isso também me influenciou no sentido de aceitação da minha prática, envolvendo narrativas de cunho pessoal.

Agora, enquanto escrevo esse texto e revisito este estudo, vejo que poderia relacionar o trabalho da dupla com o meu no aspecto da construção de pequenos “rituais artísticos”- ações ou espaços que permitem ao espectador e ao artista uma conexão direta e intima consigo mesmo.

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