Tutorial #5

English:

Another one-on-one Tutorial with Jonathan. I do not know if I’m getting repetitive, but I can not help expressing the desperation I feel when I see the days going by so fast and I have so much difficulty in achieving the accumulated projects. I’m getting a little scared of the big FINAL Show, and the implicit pressure from past feedback that “lacked experimentation” led me to a state of emptiness, and blockage.

My Instagram is the platform that allows me to play with different materials and concepts, building moving and static images. I try to organize my feed so that it represents me as an artist. I see this timeline of photos and processes almost as a linear statement. But could I categorize the contents placed there as trials? Even if they do not properly materialize in “artistic works”? I am having difficulty understanding what my experimentation is and what its value would be.

With this conversation, we began my fifth tutorial session. I think not necessarily every experiment would need to be valued or turned into a piece of art, but by doing these little games they help to unlock my creativity and discover something that can later become a concrete work. The results come from practice. Why then can not I think of my Instagram account as being a piece of art?

More focused on my creative and production blockage, Jonathan gave me the idea of ​​putting short-term and plausible goals to help me organize and focus. I also believe that the physical act of leaving the house and coming to the studio helps make my day more productive.

About the Final Show, I’m still a bit confused and insecure. I know that my ideas and wishes are a bit ambitious and that I may not realize everything I would like. But at first I would like to present 4 works linked to each other, by the presence of water and image, and also by the concept of translation (transmedia), that is, the pieces will be autonomous but participate in the whole.

 

  1. The installation – based on the theories of expanded cinema and what I experienced in late 2016 when I made the video using water in the mirror that later generated the performance (Experiment: Blue # 2), I will perform an autonomous kinetic installation. – Water falling in the mirror with the projected image.
  2. Performance – using the installation, at some point in the opening and once a day I will perform the performance inside the installation.
  3. The image on the wall – with the concept of the translation that I have been researching in my last works I will make a piece that can be placed on the wall and related to the installation.
  4. VR – I would like to do an experimental 360 ° video to be seen on a Virtual reality platform. My desire is to experiment by doing the recording in a small space so that I can play with water and paint and see how that image would behave in the dimension of immersion that is possible through virtual reality.
  5.  Instagram * – I will continue to organize my artistic processes and experiences on Instagram and intend to make it available in some way. – Maybe on cards?

In order to accomplish everything (or almost everything I wish for), I need to organize myself in stages. I still do not know if I continue with the representation of the trees that were so present in my work or if I “close the cycle” and work with my own image, as in the blind self-portraits of the beginning of the course. Perhaps introducing my image is an interesting path.

In the tutorial, Jonathan and I had an interesting conversation about the videos and the trajectory I’m building involving the recording of the creative process of other artists. He asked me if my artistic research and the Master experience helped me in this professional career. And I agreed, and I added that the close contact with the process of the artists while I make these videos, knowing new things help me and inspire my work as an artist.

And we end the conversation about how important it is to be artists: artists who are not only concerned with their practices but who also perform other functions in the community, such as researchers, teachers, videomakers, doctors, etc., and how beneficial it is to practice artistic journey and be in touch with these other paths.
 
I know I’ve put a lot of pressure on myself, maybe because I know my time is running out and my ridiculous desire to be “the best”, to win prizes and so on. But in fact, I just want to produce something that I’m proud of and that I know I did my best.

I am curious to know what my future self will accomplish in July.

Português:

Mais um Tutorial individual com o Jonathan. Não sei se estou ficando repetitiva, mas não posso deixar de expressar o desespero que estou sentido ao ver os dias passarem tão rápido e eu estar com tanta dificuldade de concretizar os projetos acumulados. Estou ficando com um pouco de medo do grande FINAL Show, e a pressão implícita do feedback passado de que “faltou experimentação” me levou para um estado de vazio, e bloqueio.

O meu Instagram é a plataforma que me permite brincar com diferentes materiais e conceitos, construindo imagens em movimento e estáticas. Eu busco organizar meu feed para que ele me represente como artista. Vejo essa timeline de fotos e processos quase como um statement linear. Mas será que eu poderia categorizar os conteúdos colocados lá como experimentações? Mesmo que estes não se concretizem propriamente em “trabalhos artísticos”? Estou tendo dificuldades em entender o que é a minha experimentação e qual seria o seu valor. 

Com esta conversa começamos a minha quinta sessão de tutoria. Acho que não necessariamente todo experimento precisaria ser valorizado ou transformado em uma peça de arte, mas realizando estas pequenas brincadeiras ajudam a desbloquear a minha criatividade e descobrir algo que posteriormente pode vir a se tornar um trabalho concreto. Os resultados vêm da prática. Porque então não posso pensar na minha conta no Instagram como sendo uma peça de arte? 

Mais focado no meu bloqueio criativo e de produção o Jonathan me deu a ideia de colocar metas a curto prazo e plausíveis, para me ajudar na organizar e concentrar. Também acredito que a ação física de sair de casa e vir até o estúdio ajuda a deixar meu dia mais produtivo. 

Sobre o Final Show, ainda estou um pouco confusa e insegura. Sei que minhas ideias e vontades são um pouco ambiciosas e que talvez não de conta de realizar tudo que gostaria. Mas a princípio eu gostaria de apresentar 4 trabalhos ligados entre si, pela presença da água e da imagem, e também pelo conceito da tradução (transmídia), ou seja, as peças serão autônomas mas participam do conjunto. 

  1. A instalação – com base nas teorias do cinema expandido e no que experimentei no fim de 2016, quando realizei o video utilizando água no espelho que posteriormente gerou a performance (Experiência: Azul #2), realizarei uma instalação cinética autônoma. – água caindo no espelho com a imagem projetada.
  2. A Performance – utilizando a instalação, em algum momento da abertura e uma vez por dia realizarei a performance dentro da instalação.
  3. A imagem na parede – com o conceito da tradução que venho pesquisando nos meus últimos trabalhos realizarei uma peça que pode ser colocada na parede e se relacione com a instalação.
  4. VR – Gostaria de realizar um video experimental em 360° para ser visto em uma plataforma de realidade Virtual. Minha vontade é experimentar realizando a gravação em um pequeno espaço, que eu possa brincar com água e tinta e ver como essa imagem se comportaria na dimensão de imersão que é possível através da realidade virtual.
  5. Instagram * – continuarei organizando meus processos e experiências artísticas no instagram e pretendo disponibilizá-lo de alguma forma. – talvez em cartões? 

Para conseguir realizar tudo (ou quase tudo que pretendo) preciso me organizar em etapas. Ainda não sei se continuo com a representação das árvores que eram tão presentes no meu trabalho ou se “fecho o ciclo” e trabalho com a minha imagem, como nos autorretratos cegos do começo do curso. Talvez introduzir a minha imagem seja um caminho interessante. 

No tutorial o Jonathan e eu tivemos uma conversa interessante sobre os vídeos e a trajetória que estou construindo envolvendo o registro do processo criativo de outros artistas. Ele me perguntou se a minha pesquisa artística e a vivência no mestrado me ajudavam nesta carreira profissional. E concordei, e ainda acrescentei que o contato próximo com o processo dos artistas enquanto realizo estes vídeos, conhecendo coisas novas me ajudam e inspiram meu trabalho como artista. 

E finalizamos a conversa sobre o quão importante é sermos artistas: artistas que não estão apenas preocupados com suas práticas mas que também exercem outras funções na comunidade, como pesquisadores, professores, videomakers, médicos etc.. e sobre o quanto é benéfico para a prática artística transitar e estar em contato com estes outros caminhos. 

Sei que tenho colocado uma pressão muito grande em mim mesma, talvez por saber que meu tempo aqui está acabando e pela minha vontade ridícula de querer ser “a melhor”, de ganhar prêmios e etc. Mas, na verdade só quero produzir algo que eu fique orgulhosa e que eu saiba que dei o meu melhor. 

Estou curiosa para saber o que meu eu-futuro vai conseguir realizar em julho.

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