Assessment Feedback + Tutorial #4

English:

On one of the last school days of 2017, I had another tutoring meeting with Jonathan.

We started by talking about my first-year assessment. I have to admit that everything between the academic/personal process I’ve been through so far is very different from anything I’ve done before, and it makes me a bit insecure.  I never know if I’m on the right track, whether I’m doing my best or taking full advantage of it as I would like. I also understand how difficult it is to evaluate this type of MA. How to evaluate such complex and personal processes in a non-aggressive way, and to continue to encourage students/participants to research, produce and experiment more? It really is a challenge. It is worth mentioning how much I admire the educational profile of the course, it is honest, direct, hard, and at the same time generous. The Camberwell MFA Digital does not follow the line of many of the art courses we hear about, which advocate “critical scrutinizing” or the “destroy to build” mentality that eventually leads students to cry secretly after each tutoring or evaluation session.  I am in a program that encourages me to grow as an artist and person and, above all, it instigates me to reflect, evaluate and affirm each step that it chooses to take. Realizing these differences makes me relieved that I was not chosen by the institution that I used to put on a pedestal, and it makes me question how effective is a kind of art education which leads the student to a point of anger and sadness? Is it really just through trauma, scars, and destructions that we’re able to grow? I don’t think so.

Returning to the Assessment, I believe that the process and habit of self-evaluation, review or “curation” of what we do, in the case of the blog, is very beneficial. Our deep understanding and the transformation of our ways of seeing is much more important than a grade, a diploma, or an ‘honor’. However, at the same time, I cannot deny that I am slightly frustrated by the result of this evaluation. Even though I have a complete rational understanding that the grade does not matter, that they are a mere “academic box”, and that in general my feedback was very true and positive and that a B + is as or even more beneficial than an A in the first year (because of the opening and the possibility of growth of evolution and of improvement in my potential), I feel that I have failed. I know it is irrational and it is within the things that need a change in me, but even with everything I have managed to accomplish this year, I feel that maybe I stopped giving my best. I would like to work in myself the need for extreme control and perfection, only then will I be able to revert my greatest criticism regarding this assessment: the one I didn’t explore as much as I wanted. I wish that at the moment I could overcome my fear of failure and really take my chances on evolving artistic paths.

During Jonathan Tutoring we talked a lot about my ideas and intentions for the Final Show (I do not agree with this name and it gives me a little fear, so I’ll use the name: Another Show from now on).

I still do not know exactly what I will present. I have the desire to show a set of cohesive works, involving the universe of expanded cinema, a video/light installation, a live experience (performance) and the “translation” in one piece (whether drawing or sculpture). Or perhaps, a piece directly in the digital environment.

At the beginning of this last quarter of 2017, I wanted to explore virtual reality, but I was discouraged from realizing that I was entering a field in which I could not communicate and relate. In this meeting, Jonathan encouraged me not to abandon this intention, saying that new technologies like VR or AR need artists (mainly video artists) to experiment and help in the construction of a language and poetry. In addition to that, he said that things may be simpler than I imagine and that we can have an incredible effect with 360 videos, a mobile phone, and a cardboard. Definitely, the idea of virtual reality is still part of my body of work.

About the performative aspect: I would like to work on a new version of Experiencia: Azul # 2 that I presented in São Paulo in late 2016. Jonathan liked the idea and suggested that I could work with a smaller portable setup, performing several times, with different moments of exposure. An experience that would be movable.

One thing I am sure for now, in my future experiments I will continue to play with water, light, and mirrors on themes that involve memory, control, time, and especially uncertainty.

I’m still living Uncertainty in motion.

Português:

Em um dos últimos dias letivos de 2017 tive mais um encontro de tutoria com o Jonathan. 

Começamos conversando sobre a minha avaliação do primeiro ano. Tenho que admitir que todo o processo acadêmico/pessoal que passei até agora é muito diferente de tudo que já fiz antes, e isso me torna um pouco insegura, nunca sei se estou no caminho certo, se estou dando o meu melhor ou aproveitando o máximo possível como gostaria. Entendo também o quanto é difícil a avaliação deste tipo de mestrado, como avaliar processos tão complexos e pessoais de uma forma não agressiva e que continue estimulando os alunos/participantes a pesquisar, produzir e experimentar mais? Realmente é um desafio. Vale ressaltar o quanto eu admiro muito o perfil educacional do curso, de ser honesto, direto, rígido, mas ao mesmo tempo generoso. O MFA Digital da Camberwell não segue a linha de muitos dos cursos de arte que ouvimos falar, os quais defendem o “critical scrutinizing” ou “destruir para construir” que acabam levando alunos a ir chorar escondido depois de cada sessão de tutoria ou de avaliação. Estou em um programa que me incentiva a crescer como artista e pessoa e acima de tudo me instiga a refletir, avaliar e afirmar cada passo. Perceber essas diferenças me deixa mais aliviada por não ter sido escolhida por aquela instituição que eu colocava em um pedestal, além de me fazer questionar: o quanto um ensino de arte eficaz precisa levar o aluno ao extremo da raiva e da tristeza? É mesmo só pelo trauma, pelas cicatrizes, medo e destruições que crescemos? Acho que não.

Voltando ao Assessment, acredito que o processo e hábito de auto avaliação, da revisão ou “curadoria” do que fazemos, no caso o blog, é muito benéfico. O entendimento profundo de nós, e a transformação de olhares é muito mais importante que uma nota, um diploma ou um mérito, mas ao mesmo tempo não posso negar que fique levemente frustrada com o resultado desta avaliação. Mesmo tendo completo entendimento racional de que a nota não importa, que é uma mera “caixa acadêmica”, que no geral meu feedback foi muito verdadeiro e positivo e que um B+ é tão ou ainda mais benéfico que um A no primeiro ano (pois nos da a abertura e a possibilidade de crescimento de evolução e de aprimorar o meu potencial), sinto que falhei. Sei que é irracional e está dentro das coisas que quero mudar em mim, mas mesmo com tudo que consegui realizar esse ano sinto que talvez deixei de dar o melhor de mim. Preciso trabalhar em mim  a  necessidade do controle extremo e da perfeição, só assim conseguirei reverter a minha maior critica nesta avaliação: a que eu explorei a experimentei pouco. Gostaria que neste momento eu ultrapassasse o medo de falhar e realmente me arriscasse nos caminhos artísticos.

No Tutoria com o Jonathan conversamos bastante sobre as minhas ideias e intenções para o Final Show (não concordo com este nome e ele me da um pouco de medo, então usarei a partir de agora o nome: Another Show).

Eu ainda não sei exatamente o que vou apresentar, tenho a vontade de apresentar um conjunto de trabalhos coesos, evolvendo o universo do cinema expandido, uma instalação de vídeo/luz, uma experiência ao vivo (performance) e a “tradução” em uma peça (seja desenho seja escultura) e ainda, quem sabe, um trabalho diretamente voltado para o ambiente digital. 

No começo deste último trimestre de 2017 eu estava com vontade de explorar a realidade virtual, mas acabei desanimando por perceber que entrava em ambientes nos quais eu não conseguia me comunicar e me relacionar. Neste encontro o Jonathan me incentivou a não abandonar esta vontade, dizendo que tecnologias novas como VR ou AR precisam de artistas (principalmente artistas de vídeo – fluentes na imagem em movimento) para experimentar e ajudar na construção de uma linguagem e poética. Além disso ele disse que as coisas podem ser mais simples do que eu imagino e que podemos ter um efeito incrível com vídeos 360, um celular e um cardboard. Definitivamente a ideia da realidade virtual ainda faz parte do meu corpo de trabalhos.

Sobre a Performance gostaria de trabalhar em uma nova versão da Experiencia: Azul#2 que apresentei em São Paulo no fim de 2016. O Jonathan gostou da ideia e sugeriu que eu trabalhasse com um setup menor portátil e realizasse varias vezes espalhada por diferentes momentos da exposição. Uma experiência que também estivesse em movimento.

Uma coisa eu estou certa por enquanto: nos meus experimentos futuros continuarei brincando com a água, luz e espelhos em temáticas que envolvem a memória, o controle, o tempo e principalmente, a incerteza.

Continuo na Incerteza em movimento. E agora, seguindo para novas.

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