Character Building w. Madeline Dae

English: 

Earlier this year I helped Maddie explore her research on character building, selfie and face transformation from makeup, which is an illusion of light and shadow through makeup to hide flaws or highlight positive features (a practice started by Drag Queen community to look more feminine). 

We went to Camberwell’s professional photographic studio and I recorded her process in still photographs from performing the makeup (setting the character) to exploring different expressions and behaviors that that character could present. During the photo shoot, Maddie and I talked a lot about how this was a very uncomfortable experiment for her because she is not used to exposing herself and to the whole studio environment, like lights, camera and a person looking at you (it’s very intimidating). We also talked about how the result of the photos was very different from what she had expected, because the professional studio lighting softened the makeup, therefore the effect of transforming her face was not as great as she expected. Maddie recorded this process on her blog.

At first, the focus of the photographs was the character, but I started recording before, while she was building the makeup. I was charmed by the strange movements of mouth and eyes that we make during the process of “wearing the mask”.

I really enjoyed helping her in this first research, I like to get involved with other projects, especially those that make me reflect outside of the materials or themes that I am accustomed to. I believe that the creative process comes from the collective, from the conversations, and experiences.

Today, many months later, rethinking that day and Maddie’s discomfort in front of the camera (with the pressure to do artwork while reflected on it). I thought I should also put myself in this position and see how I I would feel.

This morning, while I was getting ready to “confront” the daily chores, I asked Alexandre Szolnoky to record my intimate process of applying the makeup. I know that this little experience was very different from Maddie’s- I was in an intimate environment, with a person of great confidence and performing a normal everyday task that I practically do every day.

I thought the experience would be quieter, but maybe because of my trajectory behind the cameras and directing I had a little trouble accepting and relying on the other’s record. In a moment I was more worried about what the camera might be recording than the action I was doing and got lost in the makeup. As a documentarian and photographer, I sometimes forget how intimidating this object: camera, lens, and the clicking noise can be.

But I believe that putting on a “normal” makeup used every day is more intimate perhaps than dress as an unknown character, putting on a costume. I see this moment almost as a ritual and to eternalize it in photographs and public in this blog is to open myself to a deep look at myself. Maybe it feels like being naked. Perhaps these photos were not exactly a record of my intimacy because once we are aware of the presence of the camera, we become what we “want” to show. However, because I did not have control of what was being photographed, I relate this act to the blind drawings that I did at the beginning of the course, in which the record of myself was made in a way that was not conscious or controlled.

 

Português:

No começo deste ano eu ajudei a Maddie a explorar sua pesquisa referente a construção de personagem, selfie e a transformação do rosto a partir de maquiagem, que são ilusões de luz e sombra através de maquiagem para esconder falhas ou realçar pontos positivos (uma prática iniciada pela comunidade de Drag Queen para aparentar feições mais femininas). Fomos para o estúdio fotográfico profissional de Camberwell e eu registrei seu processo em fotografias still desde o processo de execução da maquiagem (montando o personagem) até a exploração de diferentes expressões e comportamentos que aquele personagem poderia ter. Durante a sessão de fotos eu e a Maddie conversamos muito spbre o quanto este era um experimento bem desconfortável para ela, pois ela não esta acostumada a se expor e todo o ambiente do estúdio, como luzes, câmera e uma pessoa te olhando (é bem intimidador).

Também conversamos sobre o resultado das fotos estarem muito diferentes do que ela esperava, pois a iluminação do estúdio profissional suavizou a maquiagem, portanto o efeito de transformação de seu rosto não foi tão grande quanto ela esperava. A Maddie registrou seu processo no blog. A princípio o foco das fotografias era o personagem, mas comecei o registro antes, enquanto ela construía a maquiagem. Eu fiquei encantada pelos movimentos estranhos de boca e olhos que fazemos durante o processo de “vestirmos a máscara”.Eu gostei muito de ajuda-la nesta primeira pesquisa, gosto de me envolver com outros projetos, principalmente os que me fazem refletir fora dos materiais ou temáticas que estou acostumada. Acredito que o processo criativo venha do coletivo, das conversas, vivencias e experiências.

Hoje, muitos meses depois, repensando sobre aquele dia e o sentimento de desconforto da Maddie diante a câmera fotográfica (com a pressão de realizar um trabalho artístico enquanto refletia a seu respeito), pensei que eu também deveria me colocar nesta posição e ver como eu me sentiria.Nesta manhã, enquanto eu me arrumava para “enfrentar” os afazeres diários pedi para o Alexandre Szolnoky registrar o meu processo íntimo de fazer a maquiagem. Sei que essa pequena experiência foi muito diferente da feita pela Maddie, eu estava em um ambiente intimo, com uma pessoa de muita confiança e realizando uma tarefa normal cotidiana que praticamente realizo todos os dias.

Achei que a experiência seria mais tranquila, mas talvez por causa da minha trajetória atrás das câmeras e de direção tive um pouco de dificuldades de aceitar e confiar no registro do outro. Em um momento fiquei mais preocupada com o que talvez a câmera estaria registrando do que na ação que eu estava fazendo e me perdi na maquiagem. Eu como documentarista e fotografa às vezes esqueço deste objeto tão intimidador que é a câmera a lente , o barulho do clique. 

Mas acredito que colocar uma maquiagem “normal” usada todos os dias é mais intimo talvez do que “se montar” em um personagem desconhecido, colocar uma fantasia. Vejo este momento como quase um ritual e eterniza-lo em fotografias e coloca-las públicas neste blog é me abrir para um olhar profundo para o meu eu. Talvez seja uma sensação parecida com a de estar pelada. Talvez estas fotos não tenham sido exatamente um registro do meu intimo, pois, a partir do momento que temos consciência da presença da câmera já nos transformamos no que “queremos” mostrar.  Porém, por eu não ter controle do que estava sendo fotografado consigo relacionar este ato com os desenhos cegos que fiz no início do curso, em que o registro de mim feito de uma forma que não era consciente ou controlada.

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