Mid Point Review

English:

I found it a bit complicated to summarize months of work and process in a 5-minute video, I had to make some adjustments to my original ideas, but here is the video and the full text.

I hope you like it!

Português:

Achei um pouco complicado resumir meses de trabalhos e processos em um vídeo de 5 minutos, tive que fazer alguns ajustes nas minhas ideias originais, mas segue aqui o  video e o texto completo.  

Espero que gostem! 

 

São Paulo – Brazil, one of the biggest cities in the world. A city that continues to grow organically, like a gray vegetation that turned into waves of buildings. Within its chaotic inner movement of uncertain change, some forgotten areas remain. Preserved, the trees of the Atlantic Forest with their own complexity and organization resist the overwhelming changes.

São Paulo- Brasil, uma das maiores cidades do mundo. Uma cidade que continua crescendo organicamente, como uma vegetação cinza que se transforma em ondas de prédios. Dentro do seu caótico movimento interno de mudanças incertas algumas áreas esquecidas restam. Preservadas, as arvores da mata atlântica com sua própria complexidade e organização resistem as mudanças avassaladoras.

In this way, I was born and raised, immersed in these two extremes, two extremes of landscapes, two extremes of time, two extremes of perception.

Assim eu nasci e cresci, imersa nesses dois extremos, dois extremos de paisagens, dois extremos de tempo, dois extremos de percepção.

I experience the moving image almost as a reaction to all of it. In an intuitive way, as a play, trying to rescue a time that was devoured by the daily chores. Actively presenting possible ways of seeing. In the attempt to propose changes in perception and to offer a new time for the inner presence, a moment to stop, feel and think.

Eu experimento com a imagem em movimento quase que como uma reação. De uma forma intuitiva, como uma brincadeira, tentando resgatar um tempo que foi devorado pelos afazeres diários. Apresentando possíveis formas de ver, ativamente. Na tentativa de propor mudanças na percepção e oferecendo um novo tempo para a presença interna, um momento para parar, sentir e pensar.

With the challenge of moving between continents, countries, cities, languages and deepening my artistic studies, I continued to research light, perception and time in moving images. And maybe set me free from the screens, expanding the images beyond it.

Com o desafio de mudar de país, de continente, de língua e me aprofundar nos estudos artísticos eu continuei com a vontade de pesquisar a luz, a percepção e o tempo nas imagens em movimento. E quem sabe me libertar da tela e expandir as imagens.
I understood that as a first step to perceive time and the outside world I needed to look at myself. I’ve left my comfort zone as a form of self-discovery. Adopting the daily practice of blind self-portrait, in which the time and the act of active observation are more important than the final product, I did 57 drawings. In addition to providing me with constancy and experimenting with different materials, it was a process of accepting the personal quality of my work, giving me courage and self-confidence in the search for my artistic voice.

Entendi que como primeiro passo para perceber o tempo e o mundo externo precisava olhar para mim. Saí da minha zona de conforto como forma de autodescoberta.  Adotando a pratica diária do autorretrato cego, o qual o tempo e o ato de observação ativa são mais importantes que o produto final, fiz 57 desenhos. Além de me proporcionar manter uma constância e experimentar com diferentes materiais, foi um processo de aceitar o caráter pessoal do meu trabalho, me trazendo coragem e autoconfiança na busca da minha voz artística.

I did a reinterpretation of a 2015’s work, AZUL # 2, for the RAUM GALLERY pop-up show. I projected the bottom view of the trees of my hometown on the ceiling of the studio. This work also discussed time and memory, images that after time are lost in abstraction. To bring a natural distortion that could represent the passing of time, I chose to use water along with the digital image. I decided to exhibit this work on the ceiling of the studio, representing a window to another sky, another city another continent, in this way sharing my Brazilian memories. That is why I also kept its name in Portuguese, so I won’t lose and forget my identity.

Eu fiz uma releitura de um trabalho de 2015, o AZUL #1, para um pop-up show da RAUM GALLERY. Projetei no teto do estúdio a vista de baixo das arvores da minha cidade natal. Esse trabalho também é sobre tempo e memória, imagens que com o tempo vão se perdendo se abstraindo. Para trazer uma distorção natural e representar a passagem eu escolhi usar agua junto com a imagem digital. Decidi expor esse trabalho no teto do estúdio, representando uma janela para outro céu, outra cidade outro continente, e partilhando o meu céu brasileiro. Por isso também mantive o nome em português, para não perder e esquecer a minha identidade.

My creative process happens in situ, I like to research, learn and experience in practice. When I was producing the videos I realized that by dropping water over the mirrors while projecting the image, it reflected the light that seemed to dance freely beyond the limits of the projection. I was marveled by the effect, it seemed that the water and the light wanted to follow their courses and my act helped them to be free.

O meu processo criativo é no momento, eu gosto de pesquisar, aprender e experimentar na pratica. Quando estava produzindo os vídeos eu percebi que ao adicionar a agua nos espelhos que projetavam a imagem, ela refletia a luz que parecia dançar livremente além dos limites da projeção. Fiquei encantada com o efeito, parecia que a agua e a luz queriam seguir os seus cursos e o meu corpo as ajudavam a serem livres.

In the Pop-up Show, I presented the single channel videos, but I already knew that this was the beginning of a research and that the work should be done again as a performance, with my body and water present in a new conversation on top of the digital image.

No Pop-up Show apresentei os single channel vídeos, mas eu já sabia que esse era o início de uma pesquisa, e que o trabalho deveria ser feito novamente em forma de performance, com o meu corpo e a agua presentes em uma nova conversa sobre a imagem digital.

Back to Brazil at the end of 2016, I had the opportunity to present the experience: AZUL # 2 a performance of 10 minutes.  I threw water in the digital image, releasing the light of its expected initial format. This time I tried projecting on a round mirror that could refer to an eye, expanding its perception.

De volta ao Brasil no fim do ano eu tive a oportunidade de apresentar a experiência: AZUL #2 uma performance de 10 minutos em que eu era  a mediadora do elemento agua na imagem digital, libertando a luz de seu esperado formato inicial. Dessa vez experimentei a projeção sobre um espelho redondo, o que pode se remeter a um olho que expande a percepção.

It was an arduous process, but I was very happy with the result and the reception of the public. Intuitively at some point, I blew and used my own internal wind to help the water reach the different places in the mirror. At that moment, in that action of my body, I understood that the Experience: AZUL# 2 is like a farewell ritual, it’s the transformation of that image into memories. A farewell to that place, to those trees and that landscape, and also an invitation, so that like the water I would leave the expected limits and dance freely throughout the world. Recognize time, uncertainty and the unexpected as my political position.

Foi um processo árduo, mas eu fiquei muito feliz com o resultado e com a recepção do publico. Intuitivamente em alguns momentos eu assoprava e usava o meu próprio vento interno para ajudar a agua a chegar nos diferentes lugares do espelho. Naquele momento, naquela ação do meu corpo entendi que a Experiência: AZUL #2 é um ritual de despedida, a transformação daquela imagem em memorias. Uma despedida daquele lugar, daquelas arvores e daquela paisagem, e um convite, para que assim como a agua eu saia dos limites esperados e dance livremente pelo mundo. Reconhecer o tempo, a incerteza e o inesperado como meu posicionamento politico.

I’m not sure about which are my next steps, and I don’t really want to know. I want to continue experimenting, researching and playing- this time not only with light but also with the relation of water, light and digital image. Trying to get more and more free from the traditional screen and experiment with different surfaces. But I believe that above all I’ll experience and actively live in the city, open to the sights, lights, waters and all the moments that London may bring to me.

Não sei ao certo meus próximos passos e na verdade eu não quero saber. Quero continuar experimentando, pesquisando, brincando, dessa vez não mais só com a luz, mas sim com a relação da agua, luz e imagem digital. Experimentar cada vez mais me libertar da tela tradicional e experimentar com diferentes telas. Mas acredito que acima de tudo vou experimentar e vivenciar ativamente a cidade, aberta para as paisagens, a luz, as aguas e os momentos que Londres me trará.

One question that still remains concerns the viewer and how to integrate the audience into my work in an effective, but subtle, way.

Uma questão que ainda fica é a do espectador, como integrar mais ele ao meu trabalho de uma forma eficaz e sutil.

I’m in an uncertain motion, and that’s great.

Não tenho certezas, e isso é ótimo. 

 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s