Memory and glitter

English:

This morning we had a different encounter, the English artist Chila Burman invited us to visit her studio in East London. It’s a pleasant space, illuminated by two large windows overlooking the street. Organized intuitively by the artist, finished and in-process works vie for the places between walls, boxes and scattered piles. A couch, a table, a few chairs played important roles, making the remaining small spaces with colorful materials looking like they were left out of a costume shop. References are laid out on all sides blending with works, materials, records, memories and glitter.

In my perception, her studio says a lot about the artist, about her warmth, generosity and the impressively political stand, full of stories and different ways of expressing her thoughts. I felt as if the environment was part of the construction of her identity, but, in fact, when our environment is not part of our identity?

Chila Burman is a multimedia artist who was born and raised in Liverpool, raised in a traditional Indian family who owns a local ice cream truck. For more than 30 years, she has dealt in her work with personal themes such as identity, the stereotype of the Asian woman, the power of women, feminism, often re-appropriating and subverting Indian culture. She has participated in important political movements and carries this characteristic to this day, influenced by the British revolts, the Punk movement and the Black British artistic movement in the 80’s.

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Her artistic training was not traditionally academic, her work is intuitive, practical and opened to changes and experiences, researching and educating herself as she produces. Like a child who keeps playing with materials and with the enchantment of the worlds. 

Although in her youth the artist produced explicit works, today she understands that her work is on the threshold between the decorative and the political. It is as if she was first attracted to the aesthetics and the brightness and the jokes between the figurative and the abstract to convey a profound political message. There are several layers of meaning superimposed on a single work, they are unfolding from the moment we deepen in the stories and the context. We understand the traits of the artist within her abstract works. One of the important elements in her creative process is the unfinished and she is not afraid to redo, change, remix, recontextualize, perhaps influenced from her Punk youth. She continues to produce on the move, with new research and new technical searches that include the current digital art.

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Apparently, Chila’s work does not relate much to mine, but her political expression and her open posture for change are identified with my practice. I think that above all I was inspired to have more fun with the artistic process. Sometimes I feel so worried about the future, what others are going to think, what I should say, how I should act and all the things I should do that I forget to live in the present and especially to have fun. 

My work is essentially about this when the moment of creation is the moment when I am most present and living the fullness of the moment. That’s why for me the process is the most important, it is the moment when I can for a few minutes be all my potential, being adult and child at the same time, rediscovering the brightness and freshness. And many times I have to remember all this, to remember why I’m here. This is my political position, in the midst of the whirlwind I can stop, live, feel. 

After that encounter, the glitter and the brilliance continued in me for a few days, as a reminder that life and work can be lighter and more fun. 

Thank you for the inspiration and the freshness Chila.

 Ideas: What is the ‘unfinished’ in the video?White space or black space?How to leave the video, or the installations with moving image as something open and constantly changing? Perhaps this can be obtained by the intervention of the natural elements (Water)?

 

Português:

Nesta manhã tivemos um encontro diferente, a artista inglesa Chila Burman nos convidou para conhecer o seu estúdio em East London. Um espaço agradável, iluminado por duas grandes janeles com vista para a rua. Organizado de uma forma intuitiva pela artista, os trabalhos finalizados e os em processo disputam os lugares entre as paredes, as caixas e as pilhas espalhadas. Um sofá, uma mesa, algumas cadeiras tem um papel importante e compõe os pequenos espaços restantes com materiais coloridos aparentemente saídos de uma loja de bijuterias ou papelarias. As referencias estão dispostas por todos os lados se misturando com trabalhos, materiais, registros, memorias e glitter.

Na minha percepção seu estúdio diz muito sobre a artista, sua forma aconchegante, generosa e ao mesmo tempo impressionantemente politica cheia de historias e de diferentes modos de expressar os seus pensamentos. Senti como se o ambiente fizesse parte da construção da sua identidade, mas, na verdade, quando que o nosso ambiente não faz parte da nossa identidade?

Chila Burman é uma artista multimídia que, nasceu e cresceu em Liverpool criada por uma tradicional família indiana dona do caminhão de sorvete local. A mais de 30 anos ela aborda em seu trabalho temas pessoais como identidade, o estereotipo da mulher asiática, o poder das mulheres, feminismo. Muitas vezes se reapropriando e subvertendo a cultura indiana. Ela participou de importantes movimentos políticos e carrega essa característica até hoje, as influencias das revoltas britânicas, do movimento Punk e do movimento artístico Black British da década de 80.

Sua formação artística não foi tradicionalmente acadêmica, seu trabalho é intuitivo, pratico e esta aberto para mudanças e experiências, pesquisando e se educando a medida em que produz. Como uma criança que continua brincando com materiais e com o encantamento dos mundos.

Apesar de que em sua juventude a artista produzia trabalhos explícitos, hoje ela entende que seu trabalho esta no limiar entre o decorativo e politico. É como se ela primeiramente atraísse pela estética e o brilho e pelas brincadeiras entre o figurativo e o abstrato para passar uma mensagem politica profunda. São varias camadas de significado sobrepostas em um só trabalho, elas vão se descortinando a partir do momento que nos aprofundamentos nas historias e no contexto. Entendemos os traços da artista dentro de seus trabalhos abstratos.

Um dos importantes elementos em seu processo criativo é o inacabado e ela não tem medo de refazer, mudar, remixar, recontextualizar, influencias talvez de sua juventude Punk. Ele continua produzindo em movimento, com novas pesquisas e novas buscas técnicas que incluem a atual arte digital.

Aparentemente o trabalho da Chila não se relaciona muito com o meu, mas sua forma de se expressão politica e sua postura aberta para mudanças se identificam com a minha pratica. Acho que acima de tudo me senti inspirada a me divertir mais com o processo artístico. Algumas vezes me sinto tão preocupada com futuro, no que os outros vão pensar, o que devo falar, como devo agir e em todas as coisas que eu devo fazer que esqueço de viver o presente e principalmente me divertir.

Meu trabalho é essencialmente sobre isso, quando estou criando é o momento em que mais estou presente e vivendo a plenitude do momento. Por isso que para mim o processo é o mais importante, é o momento em que posso por alguns minutos ser todo o meu potencial, ser adulta e criança, redescobrindo o brilho e o frescor. E muitas vezes eu tenho que me lembrar de tudo isso, lembrar o por que estou aqui. Este é o meu posicionalmente politico, no meio do turbilhão parar, viver, sentir.

Depois desse encontro o glitter e o brilho continuaram em mim por alguns dias, como uma lembrança que a vida e o trabalho podem ser mais leves e divertidos.

Obrigada pela inspiração e pelo frescor Chila.

Ideias:

O que é o inacabado no vídeo?

O espaço em branco ou o espaço preto?

Como deixar o vídeo, ou as instalações com imagem em movimento como algo aberto em constante mudança?  Talvez isso pode ser obtido pela intervenção dos elementos naturais (Agua)?

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