Alice’s Cabinet

English:

“The creative act is not performed by the artist alone; the spectator brings the work in contact with the external world by deciphering and interpreting its inner qualifications and thus adds his contribution to the creative act.”

Marcel Duchamp, April 1957

Just before I faced the adventure of returning to London I had the opportunity to experience the interactive immersive installation ‘Alice’s Cabinet’ at Caixa Cultural São Paulo. This is an interdisciplinary project idealized by Lucas Bambozzi (visual art, video, new media) Laura Campos (body, dance) and therapist Ale Duarte. The project was first assembled in 2014 at the Bahia art museum (MAB) in Salvador.

The purpose of the installation is to propose to the public the experience of sensorial situations through audiovisual means, added to physical and gestural interaction resources.

It was inspired by the very popular Wunderkammer of the XVII century, wich consisted of small rooms that at that time were equipped with technically advanced instruments and curiosities from research and explorations associated with the context of great navigations. The initial idea of the Cabinet’s artists would be to complete the installation of drawers, doors and sensorial objects. This was soon inexecutable and was replaced by digital techniques linked to the interaction from the spatial movement along with projection resources on irregular surfaces, curved (that are considered Engaging, intuitive, and easily interactive). The environment that was built is a model of easy transportation and adaptation in different spaces and contexts. The reference to the novel Alice in Wonderland by Lewis Carrol is clear by the exploration of perceptual changes, and the play with spaces that at the same time seem simple and complex.

Within its interdisciplinary characteristic, the work is designed to provide the public with more than visual and sound effects, but also personal transformations in tune with the research concerning the autonomic nervous system (ANS). According to the therapist Ale Duarte, “many of the disorders of our contemporary life are triggered by the discrepancy between our physiological needs and the demands of the modern world”. For the analyst, the key to self-regulation is in the reorganization of the natural cycles of the nervous system. The installation serves as a model for the constitution of learning environments or processes that simulate cycles of self-regulation because it is very close to the state of aesthetic experiences. The piece proposed to be experimental and is not meant to substitute a therapeutic treatment. 

Alice’s Cabinet is a reflection on the possibilities of using current technologies in the sense of awareness of our sensorial capacities, trying to understand how supposedly “intelligent” environments can reduce or increase our power of perceptual perception. 

The experiment takes place for 5 minutes, preferably visited by couples or with a maximum of 4 people. The entry doors have been replaced by so-called “penetrables”- dark and fluid corridors, the presented itinerary involves a logical projection path in two layers of curved screens. Technically the system involved various interaction technologies such as facial recognition, and motion tracking with the Kinect sensor, controlled by the Processing software. The initial idea had space for viewers to watch the action of others in the space.

The work is inspired by works by Ligia Clark, Hélio Oiticica, James Turrel, Olafour Eliasson and artistic research focused on the sensory.

This time I chose to do a more traditional text with the official information of the work to try to demonstrate a little my experience. Motivated by the duration of 5 minutes and the maximum of 4 people at a time the perception of the work came from my imagination. In the time I stood in the queue, researching, reading, seeing photos, watching testimonials I built the work internally, questioned how I would be affected by it and created expectations that would suffice for itself. I have to admit that the experience was interesting, I liked the projection of the layers and the subtle interaction, but inside the environment, I had difficulty “letting go” and by immersed in technology. 

I felt a bit stuck in the technicality of work, perhaps because of my history with art and technology. However, the images, narratives, and expectations that I created in the queue transformed my perception and made me travel to distant and wonderful universes.

I hope that through the information in the above paragraphs you have also created your own fantastic narrative concerning the work.

Português:

Logo antes de eu enfrentar a aventura de voltar para Londres tive a oportunidade de vivenciar a instalação imersiva interativa ‘O gabinete de Alice’ na Caixa Cultural São Paulo. Esse é um projeto interdisciplinar idealizado pelo Lucas Bambozzi (arte visual, vídeo, novas mídias) Laura Campos (corpo, dança) e o terapeuta Ale Duarte. O projeto foi montado a primeira vez em 2014 no museu de arte da Bahia (MAB) em Salvador.

A instalação tem o intuito de propor ao publico vivenciar situações sensoriais através de meios audiovisuais somados a recursos de interação física e gestual.

Ela foi inspirado nos gabinetes de curiosidade, ou quarto das maravilhas (Wunderkammer) muito populares do Século XVI XVII, pequenas salas que naquele tempo reuniam instrumentos tecnicamente avançados e curiosidades advindas de pesquisas e explorações associadas ao contexto das grandes navegações. A ideia inicial dos artistas seria a de completar a instalação com gavetas, portas e objetos sensoriais, logo isso se mostrou inexecutável e foi substituída por técnicas digitais ligadas a interação a partir da movimentação espacial junto com recursos de projeção em superfícies irregulares, curvas, (consideradas envolventes, intuitivas e de fácil interação). O ambiente construído é um modelo de fácil transporte e adaptação em diferentes espaços e contextos. A referencia ao romance Alice no país das maravilhas de Lewis Carrol é clara, tanto por explorar as alterações de percepção, quanto na brincadeira com os espaços, que ao mesmo tempo parecem simples e complexos.

Dentro da sua característica interdisciplinar a obra se dispos a proporcionar ao publico mais que efeitos visuais e sonoros, mas também transformações pessoais em sintonia com a pesquisa ligada ao sistema nervoso autônomo ( SNA). Segundo o terapeuta Ale Duarte, “muitas das desordens da nossa vida contemporânea são desencadeadas pela discrepância entre nossas necessidades fisiológicas e as demandas do mundo moderno”. Para o analista a saída para a autorregulação esta na reorganização dos ciclos naturais do sistema nervoso. A instalação serve como um modelo para constituição de ambientes ou processos de aprendizagem que simulam ciclos de autorregulação, por estar muito próximo ao estado de maravilhamento das experiências estéticas. A obra propõe ser experimental e não substituir um tratamento terapêutico.

O gabinete de Alice é uma reflexão a respeito das possibilidades de uso das tecnologias atuais no sentido de conscientização de nossas capacidades sensoriais buscando entender como os ambientes supostamente “inteligentes” podem reduzir ou aumentar a nossa potência sensorial perceptiva.

A experiência ocorre por 5 minutos, preferencialmente em duplas ou com o máximo de 4 pessoas. As portas de entrada foram substituídas por chamados ”penetráveis”, corredores escuros e fluidos, o roteiro apresentado envolve um percurso logico de projeção em duas camadas de telas curvas. Tecnicamente o sistema envolveu diversas tecnologias de interação como reconhecimento facial, e de movimento junto com o sensor Kinect controlados pelo software Processing. A ideia inicial tem um espaço para os espectadores assistirem a ação uns dos outros dentro do espaço.

O trabalho tem como inspiração obras da Ligia Clark, Hélio Oiticica, James Turrel, Olafour Eliasson e as pesquisas artísticas voltadas para o sensorial.

Dessa vez optei por fazer um texto mais tradicional com as informações oficias da obra para tentar demostrar um pouco a minha experiência. Motivada pela duração de 5 minutos e o máximo de 4 pessoas por vez, a percepção do trabalho veio da minha imaginação. No tempo que fiquei na fila, pesquisando, lendo, vendo fotos, assistindo depoimentos construí internamente a obra, questionei como seria afetada por ela e criei expectativas que se bastariam por si. Tenho que admitir que a experiência foi interessante, gostei da projeção das camadas e da interação sutil, mas dentro do ambiente tive dificuldade de me “deixar levar” e de imergir na tecnologia.

Me senti um pouco presa na tecnicidade do trabalho, talvez pela minha história com a arte e tecnologia, mas as imagens, narrativas e expectativas que criei na fila, estas sim, transformaram a minha percepção e me fizeram viajar para universos distantes e maravilhosos.

Espero que no meio das informações dos parágrafos acima você também tenha criado a sua própria narrativa fantástica referente a obra.

 

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