Symposium -The Body and The Light

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XXIII Mostra de Pós-Graduação.jpg

Just one day after returning to my hometown of São Paulo in Brazil, I had to dress over my superheroine artist uniform the usual suit of academic scholarship student and presented the article ‘The Body and the Light: The action Instead of the scene, being instead of contemplating, being rather than interpreting ‘ for the 23rd interdisciplinary postgraduate show.

Apenas um dia depois de voltar para minha cidade natal, São Paulo no Brasil, eu tive que vestir por cima do meu uniforma de super-heroína artista o costumeiro terno de mestranda pesquisadora acadêmica e apresentei o artigo ‘O Corpo e a Luz: A ação ao invés da cena, o estar ao invés do contemplar, o ser ao invés do interpretar’ na 23ª mostra de pós-graduação interdisciplinar.

I don`t know if I have already written about this, but in Brazil, I am involved in the master’s degree in education, arts and cultural history at the Mackenzie Presbyterian University. My object of study is Light in Contemporary Art and I analyze the work of three great Brazilian artists working today: the duo Mirella Brandi and MuepEtmo/ Luiz Duva and Regina Silveira. If all goes well I`ll deliver my final dissertation in June 2017, so maybe next year I’ll write more about it here on the blog.

Não sei se já escrevi aqui sobre isso, mas no Brasil eu estou envolvida no mestrado de educação, artes e história da cultura da universidade presbiteriana Mackenzie. O meu objeto de estudo é a luz na arte contemporânea e analiso o trabalho de 3 grandes artistas brasileiros atuantes hoje: A dupla Mirella Brandi e MuepEtmo, Luiz Duva e Regina Silveira. Se tudo der certo eu entrego a minha dissertação final em junho de 2017, então possivelmente ano que vem escreverei mais sobre isso aqui no blog. 

The coolest thing about this research so far is the accompaniment and involvement with these artists and the construction of a friendship, maybe next year I would take them to perform somewhere in the UK.

O mais legal dessa pesquisa até agora esta sendo o acompanhamento e o envolvimento com estes artistas e a construção de uma relação de amizade, quem sabe ano que vem não consigo levar algum deles para se apresentar em algum lugar no UK. 

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Bom, o artigo que eu apresentei na mostra escrevi em abril de 2016, é uma análise do papel do espectador nas performances de luz e som da dupla Mirella brandi e MuepEtmo. Conheço o trabalho dos artistas desde 2012 quando começaram a aprofundar e apresentar suas pesquisas referentes ao potencial artísticos e narrativo da luz e do som. Apenas em 2015 consegui presenciar o trabalho deles, foi uma experiência muito forte e me inspirou iniciar uma pesquisa sobre a autonomia da luz na arte contemporânea, principalmente para a construção de narrativas subjetivas.  No artigo que apresentei defendo a hipótese que o elemento mais importante nas performances são os espectadores, que no meio de todos os estímulos constroem suas próprias narrativas, se sentindo presentes e ativos dentro do trabalho. Acontece um “empoderamento” do espectador. 

Well, the article I presented at the show I wrote in April 2016 is an analysis of the role of the viewer in the light and sound performances of the duo Mirella Brandi and MuepEtmo. I know the work of these artists since 2012 when they began to deepen and present their research concerning the artistic and narrative potential of light and sound. Only in 2015, I was able to witness their work, it was a very strong experience and it inspired me to start a research on the autonomy of light in contemporary art, mainly for the construction of subjective narratives. In the article I presented I defend the hypothesis that the most important element in the performances is the spectators, who in the midst of all the stimuli construct their own narratives, feeling present and active within the work. There is an “empowerment” of the viewer.

Inicio o texto com um relato pessoal que fiz após presenciar as performances imersivas BRANCO (2014) e CHUMBO (2015), que fazem parte do conjunto de performances intituladas Trilogia das Cores.  Elas foram apresentadas em sequência na 10ª edição do evento ON_OFF do Itaú Cultural em São Paulo:

I started the text with a personal report that I made after witnessing the immersive performances BRANCO (White,2014) and CHUMBO (Lead, 2015), which are part of the set of performances titled Trilogy of Colors. They were presented in sequence at the 10th edition of the ON_OFF event of Itaú Cultural in São Paulo:

“Ao entrar no espaço, me deparei com um teatro convencional, o palco com algumas cadeiras enfileiradas, a plateia e alguns elementos aéreos que pareciam telas translúcidas retangulares. O espaço estava pouco iluminado e esfumaçado, mas isso não dificultou em nada a chegada até o lugar – enquanto me posicionava percebi que a plateia foi levada também a ocupar as cadeiras livres em cima do palco, o que gerou estranhamento de estar frente a frente com uma segunda plateia, transformando as convenções do teatro tradicional, tornando todos os presentes no teatro espectadores e participantes.

“As I entered the space, I came across a conventional theater, the stage with some chairs lined up, the audience and some elements that looked like rectangular translucent screens. The space was dimly lit and smoky, but this did not make it difficult to get to the place – while I was standing I realized that the audience was also invited to occupy the free seats on the stage, which generated strangeness of being face to face with a second audience, transforming the conventions of traditional theater, making everyone present in the theater as spectators and participants.

As performances ao vivo compostas essencialmente com efeitos de luz e som se iniciaram quebrando a relação de espaço e tempo que tínhamos. O ambiente esfumaçado, com a sequências luminosas ativaram em mim lembranças e sentimentos ocultos, o que a princípio gerou medo, seguido por uma excitação profunda ao entrar em um mundo subjetivo diferente. Em uma situação em que reaprendemos a pensar e aceitar as narrativas que se formam no interior de nosso corpo e mente. Foi uma experiência desconfortável e inspiradora.

The live performances essentially composed of light and sound effects began breaking the relation of space and time that we had. The smoky atmosphere with the luminous sequences activated in my memories and hidden feelings, which in the beginning generated fear, followed by a deep excitement when entering a different subjective world. It was a situation where we relearned to think and accepted the narratives that form within our body and mind. It was an uncomfortable and inspiring experience.

A performance BRANCO começou como um prólogo, exigindo uma atenção e contemplação do que acontecia ao redor, para mim ela funcionou como uma preparação e um convite para emergir em um novo espaço-tempo. A CHUMBO trouxe estranhamento, e me tirou da zona de conforto, levando a encontros pessoais nem sempre agradáveis, porém talvez, necessários para o crescimento.

The performance BRANCO began as a prolog, requiring attention and contemplation of what was going on around, for me it served as a preparation and an invitation to emerge in a new space-time. On the other hand, CHUMBO brought strangeness, and took me out of my comfort zone, leading to personal encounters not always pleasant, but perhaps necessary for growth.

No meio da performance fechei os olhos e isso me levou para outro nível de percepção, percebi que a narrativa que estava tentando formular se complementava quando em contato com meu interior. Esse trabalho me afetou não apenas no sentido da visão, mas também, mais sutilmente em outros pontos do corpo do espectador, me levando a um aprofundamento pessoal. Em alguns momentos o ambiente se tornou favorável para uma reflexão, em outros as sequências luminosas me jogaram para um estado de alerta e angústia.

In the middle of the performance, I closed my eyes and this took me to another level of perception, I realized that the narrative I was trying to formulate was complemented when in contact with my interior. This work affected me not only in the sense of vision but also, more subtly in other parts of the body of the spectator, leading me to a personal deepening. At times the environment became favorable for a reflection, in others, the light sequences threw me into a state of alertness and anguish.

A importância do corpo presente estava clara para mim pois cada pessoa da plateia ajudava na construção da narrativa. Os movimentos dos espectadores-participantes que interagem informalmente com as luzes (e fumaça) alteram o ambiente, criando novos espaços. A performance funcionou como um “guia” ou um convite para nos adentrarmos em nós mesmos, e dessa forma ativar nossa criatividade, gerando narrativas subjetivas.

Ao terminar o espetáculo demorei um pouco para me readaptar ao tempo cronológico e convenções sociais, até senti alterações físicas no meu corpo, como um leve estranhamento ao me mover. Entendo essa experiência imersiva como uma cápsula de suspensão de tempo e realidade.”

The importance of having a present body was clear to me as each person in the audience helped build the narrative. The movements of viewers-participants interacting informally with the lights (and smoke) changing the environment, creating new spaces. The performance functioned as a “guide” or an invitation to delve into ourselves, and thereby activate our creativity, generating subjective narratives. At the end of the show, it took me some time to readjust to the chronological time and social conventions, I even felt physical changes in my body, like a slight strangeness as I moved. I understand this immersive experience as a suspension capsule of time and reality. “

At the end of the show, it took me some time to readjust to the chronological time and social conventions, I even felt physical changes in my body, like a slight strangeness as I moved. I understand this immersive experience as a suspension capsule of time and reality. “

Concluo o texto com poucas palavras de uma espectadora empoderada a respeito da performance ao vivo e multimidiática – dessa vez não apenas com luz e som, mas com a participação de 2 atores – FOBIA SETOR, presenciada em abril de 2016 no SESC Campinas para o Circuito Sesc de artes 2016.

I conclude the text with a few words from an empowered spectator regarding the live performance and multimedia – this time not only with light and sound but with the participation of 2 actors – FOBIA SECTOR, witnessed in April 2016 at SESC Campinas for the Circuit SESC of arts 2016.

“Após o costumeiro pedido dos artistas que se desligasse os aparelhos celulares na presença da produtora do espetáculo, a entrada pelo palco aonde uma dançarina esguia se alongava e o rápido posicionamento nos lugares agradáveis da plateia, seguiram momentos de constante tensão ansiedade e estado de alerta.

Mesmo com a figura de um corpo de ator no palco e o espectador na plateia,  os padrões costumeiros de espetáculo se quebraram, pois com a construção dos ambiente com a luz e o gritos de um outro corpo que seguiam a plateia em direção ao palco tornavam o ator em cena tão participante para a construção da narrativa subjetiva como nos espectadores-participantes.

Pessoalmente, momentos de medo, claustrofobia e contato direto com outros anseios e inseguranças minhas se afloraram. Ao mudar o ângulo e olhar para outros espaços novas histórias se formaram em minha mente. Após 50 minutos que pareceram 5 não houveram as palmas nem os movimentos costumeiros de final de espetáculo e sim pessoas estáticas e reflexivas em contato com suas próprias criações internas. Ao sair da sala, gritei.”

“After the usual request of the artists to turn off the cell phones in the presence of the producer of the show, the entrance on the stage where a slender dancer stretched and the rapid positioning in the pleasant places of the audience, followed by moments of constant tension-anxiety and alertness .

Even with the figure of an actor`s body on stage and the spectator in the audience, the usual patterns of spectacle were broken, for with the construction of the environment with the light and the shouts of another body that followed the audience towards the stage made the actor in the scene as participant for the construction of the subjective narrative, as in the spectators-participants. 

Personally, moments of fear, claustrophobia and direct contact with other yearnings and insecurities of mine have surfaced. By changing the angle and looking at other spaces, new stories formed in my mind. After 50 minutes that seemed to be like 5, there were no clapping or usual end-of-show movements, but rather static and reflective people in touch with their own inner creations. As I left the room, I shouted.”

Bibliografia: 

BRANDI, Mirella. Título: A linguagem autônoma da luz como arte performativa: a alteração perceptiva através da luz e seu conteúdo narrativo. Sala Preta, São Paulo, Vol. 15, n. 2, 46-58, dez. 2015.

CANTON, Kátia. Narrativas Enviesadas. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009.

MEDINA, Cremilda Celeste de Araújo. Entrevistas, O dialogo possível. São Paulo: Editora ática, 2004.

PLAZA, Julio. Arte e Interatividade: autor – obra – recepção. Concinnitas, Rio de Janeiro, ano 4, n. 4, p. 7-34, mar. 2003.

RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2014.

ECO, Umberto. Obra aberta. São Paulo: Perspectiva, 1962.

Bibliography: 

BRANDI, Mirella. Title: The autonomous language of light as performative art: the perceptive alteration through light and its narrative content. Black Room, Sao Paulo, Vol. 15, n. 2, 46-58, Dez. 2015. 

CANTON, Katia. Narrated posts. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009. MEDINA, Cremilda Celeste de Araújo. Interviews, The possible dialogue. São Paulo: Attica Editora, 2004. 

PLAZA, Julio. Art and Interactivity: author – work – reception. Concinnitas, Rio de Janeiro, year 4, n. 4, p. 7-34, March. 2003. 

RANCIÈRE, Jacques. The emancipated spectator. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2014. ECO, Umberto. Open work. São Paulo: Perspectiva, 1962.

 

 

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