Lecture: Jo Love

English:

The talk with the artist Dr. Johanna Love “Jo Love” was very inspiring. She was invited to speak about her research and practice (practice  base  research) based on her artwork. However, she ended up talking much more about perception changes, new ways to look at art, memory and time. It’s funny how some speakers seems to be speaking directly to me, it amuses me how some themes triggers and intersected old ideas sometimes resurfaces with different purposes and maturity.

I immediately identified myself with the artist in her presentation, she considered herself as a hybrid person, an artist from Printmaking, Photography, and Design. I personally have a great difficulty in classifying myself as one type of artist, putting me in a box or something that divides me as an artist. I find it a bit limiting. But it is very difficult to live in this way when the art market that asks for a definition. I was happy to see that she managed it.

Well, about the lecture and Jo’s work, she started by telling us about her doctoral research project. Her interests are in the relations of convergence between the photograph and the fingerprint with the physicality of the human marks, the handmade. Furthermore, the process and the relations between material are more important to her than the final result. 

In her doctorate (Ph.D.) she worked with multiple methodologies (Gillham 2000: B) as the case study understanding the practice itself as the main focus, along with a historical study (who ever thought about it? Who did it and who is doing?), and practical experiments- taking into account that the bibliographical and literary study was implicit in all stages, based on the identification of key texts.

This is her method: you do, you think, you do you think, you think while you do.

Her research advanced to questioning perception , realizing the mark of dust and the interference of time on the drawings. She started working in this universe: dust marks and time presented new perceptual readings since you never get to see both of them at the same time, you have to make a choice. The initial question was formalized in visual perception and modern technology. Images that make the perception  more complex and complicated.

After her Ph. D her work evolved and she began drawing dust stones, giving value and visibility for this material (that is usually considered “unpleasant”) in a wonderful change of perception, and perspective.

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I remembered a work that I did in 2014, with images of the remains that were under the floor of a theater that was demolished in São Paulo. More than 20 years of history were condensed into dust, dirt remains which were actually the memory and the trace of life that place still had. In this work, I turned these “remains” into a garden, a possible vegetation, a small universe that could only be seen by the eyes of the digital macro lens. 

Jo Love, finished the lecture with the encouraging us all, whether students or teachers and we are all in the same boat, are all artists and researchers, studying and learning together. Do not feel alone.

Some interesting references:

Laszlo Moholy – Nagy, László Moholy-Nagy
Flower 1925 – 27

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Ian Burn, 1968 xerox book

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Miroslav Tichý , Untitle, 1950s-1980

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Daido Moriyama, farwell photography

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Robert Rauschenberg, Untitled (Hoarfrost), 1974, Solvent transfer on fabric with paper

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Gerhard Richter “breakig the spell ” =- 1994

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português

A palestra com a artista Dr. Johanna Love “Jo Love” foi muito inspiradora.  Ela foi convidada para nos falar a respeito de pesquisa com base em pratica (pratice base research) com base no seu trabalho artístico. Mas acabou falando muito mais, falou de mudança de percepção, de novos olhares, de memória e de tempo, engraçado como alguns palestrantes parecem que estão falando diretamente comigo, engraçado em um pequeno gatilho os temas se cruzam e antigas ideias voltam a tona com outro proposito e amadurecimento. 

Já me identifiquei com a artista em sua apresentação, ela se identificou como uma pessoa hibrida, uma artista entre Printmaking, Fotografia e Desenho. Eu pessoalmente tenho uma grande dificuldade de me classificar apenas como uma coisa, me colocar numa caixa ou em algo que me divida como artista. Acho isso um pouco limitador. Mas bem difícil viver nessa linha no mercado artístico que pede de nos uma definição, fiquei feliz de ver que ela conseguiu. 

Bom, sobre a palestras e o trabalho da Jo, iniciou nos contando a respeito do seu projeto de pesquisa do doutorado. Seus interesses estão nas relações de convergência entre a fotografia e a impressão digital com a fisicalidade e a marca humana, o feito a mão, além disso para ela é mais importante o processo de execução e as relações dos materiais do que o trabalho final, o resultado final.

No seu doutorado (Ph.D.) ela trabalhou com múltiplas metodologias (Gillham 2000: B) como o estudo de caso entendendo a própria prática como foco principal, estudo histórico quem já pensou sobre isso? Quem fez e quem esta fazendo?  E experimentos práticos, levando em conta que o estudo bibliográfico e literário estava implícito em todas as etapas, com base em identificação de textos chave.

Esse é o método: você faz, você pensa, você faz você pensa, você pensa enquanto faz.  

A pesquisa dela seguiu para questões de percepção, percebendo a marca da poeira e a interferência do tempo nos desenhos.  Começou a trabalhar nesse universo, as marcas de poeira e de tempo apresentam novas leituras perceptuais, você nunca consegue ver os dois ao mesmo tempo, tem que fazer uma escolha.  A pergunta inicial se formalizou em: percepção visual e tecnologia moderna. Imagens que deixam a percepção mais complexa e complicada 

Depois do Ph. D seu trabalho evoluiu e começou a desenhando as pedras de poeira e dando valor e visibilidade para esse material, geralmente “desagradável” que se torna maravilhosa com mudança de percepção, mudança de perspectiva.

Lembrei desse trabalho que fiz em 2014, imagens dos resquícios que estavam embaixo do chão de um teatro que foi demolido em São Paulo. Mais de 20 anos estavam presos em poeiras, restos sujeiras que na verdade eram a memória e o resquício de vida que ainda tinha naquele espaço. Nesse trabalho eu transformei esses “restos” em um jardim, uma possível vegetação, um pequeno universo que só é possível ser visto pelos olhos digitais do lente macro.  

Jo Love,  fechou a palestra com o incentivo que todos nós, não importa se alunos ou professores estamos no mesmo barco, somos todos artistas, pesquisadores, estudando e aprendendo junto. Não se sinta sozinho

 

 

 

 

 

 

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