Liverpool Biennial 2016

English:

On 13 and 14 October we coincidentally entered the same train car that Jonathan was traveled together to Liverpool. We went there especially for the Biennial 2016, that spread throughout the city, so it was two days of wandering immersed in art, discussions, questions and reflections. I am writing this post one week after the trip, based on my notebooks and writing- a good way to revisit and remember the experience.

Português: 

Nos dias 13 e 14 de outubro coincidentemente entramos no mesmo vagão de trem que o Jonathan estava e seguimos com ele para Liverpool. Fomos especialmente para a Bienal de 2016, a bienal de Liverpool se espalha pela cidade toda, então foram 2 dias de andanças imersas em arte, discussões, questionamentos e reflexões. Estou escrevendo esse post 1 semana depois com base nos meus cadernos e anotação, uma boa forma de revisitar e relembrar as experiências.  

1. Walker Art Gallery – John Moores Painting Prize 

 

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We started the tour of the Walker Art Gallery to visit the exhibition of the competitors from the John Moores Painting Prize 2016.

This is a famous painting prize for people living in England. The first question that came to me when we entered the exhibition hall was: How can we define what is painting? Pigments on a surface? In this way, why can’t we define a video or sculpture of pigment on a surface as a painting?

What is the limit of what is painting? Are we locked in defining art through its materiality? Even more subtly, which would then be the difference between drawing and painting, from drawn line  to the painted line, since both are pigment on surfaces. I still  have no answer to these questions, and I don’t know if someday I will.

Certainly in this specific case in this traditional English prize, an established team of juries decides about these matters, since they are more conservative and already have their barriers about what is considered painting delimited.

The styles of the works varied greatly, and the winner of  main prize winner made an aesthetic oil painting, with clean and straight lines.

Personally, the best pictures were those who let the paintings be themselves,not trying to be something else, they weren’t a mimesis of reality or photography, but at the same time expressed the feeling of the artist in the material. Works which couldn’t be done otherwise, only as painting.

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Começamos o percurso pela Walker Art Gallery  para visitar a exposição dos concorrentes ao John Moores Painting Prize de 2016. 

Esse é um famoso prêmio de pintura para pessoas vivendo na Inglaterra. O primeiro questionamento que me veio quando entramos na sala de exibição foi: Como que podemos definir o que é pintura? Pigmentos em uma superfície? Nesse sentido porque não podemos definir um vídeo ou escultura de pigmentos em uma superfície como pintura?  

Qual o limite do que é pintura, será que estamos travados em definir a arte por meio da sua materialidade? Ainda mais sutilmente qual seria então a diferença do desenho para a pintura, da linha desenhada para a linha pintada sendo que os dois são pigmento em superfícies. Não tenho ainda nenhuma resposta para essas perguntas, mas nem sei se algum dia terei.  

Lógico que no caso específico desse prémio tradicional inglês, uma equipe de jure consagrada decide, eles são mais conservadores e já te

m suas barreiras o que é considerado pintura delimitado. 

Os estilos das obras expostas eram muitos diferentes e o ganhador principal do prêmio fez um quadro a óleo estético, limpo e de linhas retas.

Para mim os melhores quadros foram aqueles que deixavam a pintura ser pintura e não que tentavam ser alguma coisa, não eram mimeses reais da realidade ou da fotografia, mas ao mesmo tempo expressava o sentimento do artista no material. Trabalhos que não poderiam ser feitos de outra forma, apenas como pintura. Pintura que se permite ser uma pintura.  

2. ABC Cinema- Samson Kambalu/ Nyau Cinema

Our second stop was the Old ABC Cinema, a Liverpool historic Cinema from the 20’s  which was closed and is in a reopening process. This space was used by the Biennale to exhibit the work Nyau Cinema, by the African artist  Samson Kambalu.

Samson’s work is extremely touching, simple and shared. They are short videos about moments, time and different ways of thinking about these issues. This kind of work is called Nyau Cinema, which comes from Nyau philosophy of the Malawi, a philosophy of generosity and gift giving.

Samson did his videos and shared them on social networks, experiencing with the digital environment to share his work, youtubefacebookInstagram, etc, until it was discovered and invited to the Venice Biennale in 2015

The films seem small moments without begging,  middle or end, they are not concerned about grand narratives, but with the materiality and the concept of film and cinema. He plays with the images.

To me, this was the highlight of the trip and the Biennial, when I discovered this work and Nyau philosophy I identified myself and felt that I am taking my art in the direction of the issues of contemplation  and living in the present moment.

 

Nossa segunda parada foi o Antigo ABC Cinema, um Cinema histórico de Liverpool  dos anos 20 que foi fechado e está em processo de reabertura, enquanto isso o espaço foi usado pela Bienal para expor o trabalho de Nyau Cinema do Artista africano Samson Kambalu  

O trabalho de Samson é extremamente tocante, simples e compartilhado. São pequenos vídeos sobre momentos, tempo e diferentes formas de pensar essas questões. Esse tipo de trabalho é chamado de Nyau Cinema, que vem da filosofia Nyau de Malawi, filosofia da generosidade e de presentear.

Samson fazia seus vídeos e compartilhava nas redes sócias, experimentando esse ambiente digital para compartilhar seu trabalho, youtube, facebook, instragram, etc. Até que foi descoberto e convidado para a Bienal de Veneza em 2015

Os filmes parecem pequenos instantes, sem começou meio e fim, não esta preocupado com grandes narrativas, mas sim com a materialidade e o conceito de filme, de cinema.  Ele brinca com as imagens

Para mim esse foi o ponto alto da viagem e da Bienal, conhecer o trabalho e a filosofia Nyau, me identifiquei muito e sinto que estou cada vez seguindo mais na minha arte para questões de contemplação e de vivencia do momento.

3. Blue Coat Gallery – Bloomberg New Contemporaries 2016

The Bluecoat was an old and traditional school in Liverpool that was turned into a museum / cultural and artistic center,  which cares about how to reciprocate and contribute to the local society. 

The exhibition that we visited was the New Contemporary, dedicated to new artists who were in Arts courses in England. The organization of this type of exhibition is very difficult because there is no curator who is responsible for the entire display, the works are selected by a group.  But how to organize this profusion of different accepted works? 

Any student from any course of Fine Arts of England can make a proposal and get exposed! So it is a good idea to research about this! 

For me, one of the highlights of the exhibition was the work of Richie Moments, which is a great satire on the contemporary world and the art market. 

O Bluecoat era uma antiga e tradicional escola de Liverpool que se transformou em um Museu/ Centro cultural e artístico que se preocupa em como retribuir e contribuir com a sociedade local.

A exposição que visitamos foi a New Contemporary, voltada a novos artistas que estavam em cursos de Artes na Inglaterra,  a organização desse tipo de exposição é muito difícil, pois não há um curador que é responsável pela exposição inteira e sim um grupo que selecionam os trabalhos, mas como organizar essa profusão de trabalhos diferentes aceitos?

Qualquer Aluno de Qualquer curso de Fine Arts da Inglaterra pode fazer uma proposta e expor! Então vale a pena pesquisar!

Para mim um dos destaques da exposição foi o trabalho do Richie Moments, que é uma grande sátira ao mundo atual e ao mercado da arte.

4. FACT – Krzysztof Wodiczko

We continued our journey through the Biennale and went straight to the FACT (Foundation for Art and Creative Technology). There was an exhibition focused on the work of the Polish artist Krzysztof Wodiczk, one of the pioneers of projected images in public spaces. The artist sees art as an opportunity to talk to the world, with the potential of constructing  a new reality, and perhaps a better world. The themes of his work revolve around social issues such as immigration and war memories.   

He works with many objects and apparatuses of vision. I got a little frustrated in the exhibition because it had nothing that we could interact, it was just for looking.  

It was after many hours walking and full of information that we came to see this work. I was already pretty tired, the little room filled with information did not help, however  in a small parallel room was the installation  Gueststhat  was really impressive.

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Continuamos a nossa trajetória pela Bienal e fomos direto para a FACT Foundation for Art and Creative Technology.Onde estava acontecendo uma exposição direcionada ao trabalho do artista Polonês Krzysztof Wodiczk, um dos pioneiros de imagens projetadas em lugares públicos.  O artista enxerga a arte como a oportunidade de conversar com o mundo, o potencial da construção de uma nova realidade, talvez de um mundo melhor. Os temas do seu trabalho giram em torno de problemas sociais como imigrantes e memórias de guerra.

Ele trabalha com muitos objetos e aparatos do olha, fiquei meio frustrada na exposição pois não tinha ada que poderíamos interagir, apenas olhar.

Depois de muitas horas andando e lotada de informação, quando chegamos para ver o trabalho do Wodiczko já estava bem cansada, a sala pequena lotada de informação não ajudou muito nisso, mas em uma pequena sala paralela estava a instalação em grande escala Guests, que foi realmente impressionante.

5. Crosby Beach – Another Place by Antony Gormley

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We were very tired at the end of the day, but Jonathan insisted on taking us to Crosby Beach. When we arrived at the beach at the beginning of the setting sun I was stunned about 100 statues of iron made based on the body of the artist Antony Gormley.

Já estávamos muito cansando no fim do dia, mas o Jonathan insistiu em nos levar para a Crosby Beach. Quando chegamos na praia no inicio do pôr-do-sol fiquei estonteada com cerca de 100 estátuas de ferro feita com base no corpo do artista Antony Gormley.

6. TATE Liverpool 

On the second day, we met early and went straight to the Alberta Dock, an old port city where important museums are concentrated today. The first we went to was the Tate Liverpool located today in an old warehouse used to stock goods, so the whole ceiling is still apparent in the original structure.

At the Tate, the exhibition Ancient Greece Episode was related to the  biennial programming. In this room we had ancient Greek artifacts borrowed from various museums, displayed along works commissioned  by international contemporary artists, bringing a new vision of the Ancient Greece. The past, present and  future were together in the same environment, and the works by the artists from many different times and places shared and built new dialogues. Art has this power to “travel in space-time,” a slit in each part of each person who was present and put energy into that work that could be related in communion. video 360

No segundo dia nos encontramos cedo e seguimos direto para o Alberta Dock, um antigo porto urbano aonde hoje ficam concentradas alguns museus da cidade. O primeiro que conhecemos foi o Tate Liverpool hoje localizado em um antigo galpão usado para estoque de mercadorias, então todo o teto ainda continuava com a estrutura original aparente.  

No Tate, a exposição Ancient Greece Episode estava relacionada a programação da bienal, nesta sala tinham artefatos antigos gregos, emprestado de vários museus juntos com obras comissionadas de artísticas internacional contemporâneos construindo uma nova visão da Grécia antiga. O passado e o presente e o futuro estavam juntos num mesmo ambiente, obras e de uma forma artistas de vários tempos e espaços diferentes puderam partilhar e construir diálogos novos. A arte tem esse poder de “viagem no tempo-espaço”, uma fenda em que cada parte de cada pessoa que esteve presente e colocou energia para aquele trabalho pode se relacionam em comunhão.

Elsewhere in the museum, the curator team organized the museum rooms with the concept of constellations,  in which the work of a specific artist would be the axis, surrounded by works that would relate to it in some way, creating a new interaction between the pieces. It’s  relevant work that somehow binds other works together, creating deep connections between the modern and contemporary.

Some references:

Glenn Ligon – The Death of Tom, 2008 (light effects tracks in  film, that the figurative marks are abstract, the error is present in the material.)

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Joseph Beuys – Felt Suit, 1970 (oblique self-portrait, element of heat / bring warmth, liking)

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Paul McCarthy – Painter, 1995 (satirical critique of the art world, parodies with the anguish of artists of abstract expressionism and the pretension in the world of art and artists)

In Every museum that I visited I asked if it was okay to use the camera (DSLR Canon Mark 2) to photograph and film the works, after all this is what true art is for, right? To be seen and to be shared, considered and discussed. All museums were very friendly and authorized me to record the moments and works. At one point a gentleman who was with the museum’s shirt approached me saying I could only be shooting pictures, and not filming. I did not understand the restriction. Was he afraid that I would film the projection of performances that are available in higher quality on youtube? What is the fear of a camera that records movement, and why it is so much more threatening than a professional photograph? If I was filming with my phone (as many around me were) would it be okay? This is a worthy reflection on the technology and the  types of recording techniques.

Em outra parte do museu A curadoria organizou as salas do museu com o conceito de constelações, uma obra de um artista que seria o central rodeado de obras que se relacionariam a ele de alguma forma, gerando uma nova comunicação entre os trabalhos. Uma obra relevante que se liga a outros trabalhos, gerando conexões profundas entre modernos e contemporâneos.

Algumas referencias:

Gleen ligon – The Death of Tom, 2008 (efeitos de rastros de luz no filme, figurativo que nas marcas fica abstrato, presença do erro, do material. )

Joseph Beuys –  Felt Suit, 1970 (autorretrato obliquo, elemento de esquentar/ trazer calor, agrado)

Paul McCarthy – Painter, 1995 (critica satírica ao mundo da arte, parodia da angustia dos artistas do expressionismo abstrato a pretensão do mundo da arte e dos artistas)

A cada museu que eu entrei perguntei se tudo bem entrar com a câmera (DSLR Canon Mark 2) para fotografar e filmar as obras, afinal é para isso que serve a arte certo? Ser vista, ser compartilhada, ser pensada e discutida, todos os museus foram muitos simpáticos e me autorizaram a registrar o momento e as obras. Em um momento um senhor que estava com a camiseta do museu me abordou dizendo que eu só poderia fotografar e não filmar. Não entendi a restrição do registro, ele estava com medo que eu filmasse a projeção das performances sendo que elas já estão disponíveis em maior qualidade no  youtube? Qual o medo de uma câmera que registra o movimento, e porque ela é tão mais ameaçadora do que uma profissional de fotografia? Se eu estivesse filmando com meu celular como muitos ao meu redor estaria tudo bem?  Vale essa reflexão sobre a tecnologia e o tipo de registro.

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In the last room that I visited it was: Tracey Emin’s  famous messy bed. After studying the  Young British Artists movement, I started see her kind of ‘self-promotion art’ with new eyes and understanding, respecting and believing that there is nothing wrong with that.

When I came across the bed a museum’s explainer was talking to a public of ladies and gentlemen. He explained the museum’s view of her work and the curatorial decision to have it placed in the same space with paintings and engravings by William Blake.

The work the contemporary artist embraces topics such as the public/ private relationship, the grotesque, and demonstrates what is deeper in the human being to a large audience; points that somehow relate with Blake’s work which expressed a personal mythology that was misunderstood at his time. His reputation only began to improve in the late 19th century when people started to give greater importance to ideas of creativity and individual freedom. Being born about 200 years apart, Blake and Emin have in common themes like birth, death and spirituality. They advocate the possibility of art in bringing rebirth.

Even after all a museum’s represent speech, many listeners questioned him, refuting Tracey Emin’s work and questioning her as an artist.

Na última sala que entrei do museu estava ela, a famosa cama bagunçada da Tracey Emin. Depois de estudar sobre o movimento dos Young British comecei a olhar a artista com outros olhos e entender com respeito que a arte dela tem a ver com autopromoção e que não há nada de errado nisso.

Quando me deparei com a cama estava tendo uma fala de um educador do museu

Para um conjunto de senhores e senhoras, ele explicava a visão do museu sobre a obra e sobre a decisão curatorial de ter colocado no mesmo espaço a famosa Cama e pinturas do Willian Black.  

O trabalho da artista contemporânea passa por temas como: a relação privada publico, o grotesco e demonstra o que é de mais profundo do ser humano para uma grande plateia, são pontos que de certa forma relacionam om o trabalho do Blake que expressa uma mitologia pessoal que for mal-entendida na época. A reputação dele também só começou a melhorar no fim do século 19 quando começaram a dar maior importância a ideias como criatividade e liberdade individual. Mesmo nascidos a mais ou menos 200 anos de distancia, Blake e Emin tem em comum temas como Nascimento, Morte e espiritualidade. Eles defendem a possibilidade da arte de trazer um renascimento.

Mesmo depois de todo um discurso dos representando do museu naquele momento muitos ouvintes questionaram, refutando o trabalho da Tracey Emin e questionando ela como artista.

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When the place was emptier a woman about 40 years old, dressed with the museum’s shirt gave her opinion for two people who were there, and I, of course,  could not help overhearing the conversation. “I do not like this art, I think it is rubbish,” she discretely told the visitors, and also added that the artist knew that her work did not have the power to be understood out of context and then demanded it to be together with works by consecrated artists such as Francis Bacon and William Blake. The explainer finished venting her fear about the involvement of the artist with major advertisers such as Saatchi, and that’s the reason why she became an artist.

This little episode was wonderful for me because it made me reflect on  the reasons that the explainer didn’t like the work. Was it envy? Does art mean to her the demonstration of a great talent, a gift like drawing? Or is it because the bed is such an everyday object so normal and so close to her, “not beautiful” making it difficult to her to understand it as art?

That moment was when I really saw what I believe to be art in action:  to make people reflect and feel, no matter the position. In this sense Emin’s work, in the place that it was, was very successful.

Soon afterwards, talking to Jonathan about the case he told me the following phrase that a professor friend of his had once said: “Art is only public when you two strangers talk about it”,  and seems that these strong positioning happen frequently in the Tate Liverpool. 

Quando o lugar estava mais vazio uma mulher com mais ou menos 40 anos vestido a camiseta do museu se posicionou a respeito para duas pessoas que estavam por lá, claro que eu não pude deixar de ouvir a conversa. “Eu não gosto dessa arte, acho que não tem nada a ver” disse ela para os visitantes a paisana, ainda complementou que a artista sabia que a obra dela não tinha a potência de ser compreendida fora de um contexto então exigiu estar junto de obras consagradas de artistas como Francis Bacon e Willian Blake. A educadora terminou desabafando seu receio sobre o envolvimento da artista com grandes publicitários como Saatchi e foi por isso que ela se tornou uma artista.

Esse pequeno episódio para mim foi maravilhoso pois me fez refletir sobre o porque sincero que a educadora não gostava do trabalho, será que era uma inveja? Será que para ela o que é arte significa a demonstração de um grande talento, um dom como o desenho? ou será que é porque A Cama é um objeto tão cotidiano e tão normal tão próximo a ela que ela, tão “não belo” que ela tem dificuldade de entender como arte?

Para mim esse momento foi o que eu realmente vi o que acredito ser arte em ação, fazer as pessoas refletirem e sentirem, não importa o posicionamento.  Nesse sentido a obra da Emin, no lugar que ela estava foi muito bem-sucedida.

Logo depois, conversando com o Jonathan sobre o caso ele me disse a seguinte frase que um amigo professor dele tinha dito uma vez: “Arte só é publica quando faz 2 desconhecidos conversarem sobre ela”, parece que esses posicionamentos fortes acontecem com frequência no Tate Liverpool.

8. Open Eye Biennial 

Our last tour stop was at the gallery focused on photography Open Eye.

The famous quote from the book ‘Artist ETC’ by the Brazilian writer Ricardo Basbaum had never made much sense until that time: ‘Creamy Brain in the evening’- that was exactly how I felt after so much information.

There were lots of interesting things in this last gallery, I realized it wasn’t just specialized in still photography, but in photography as a whole, also relating to performance and video. I identified myself with the work and asked if they had any artistic residency program. The girls on reception were very nice and told me that they had on OPEN CALL for exhibitions, it’s super worthy to research about this and submit a project to them!

After there and before catching the train back to London we could not avoid to go to the famous Cavern Club, and we ended the tour with our  brains melted after dancing a lot to the old rock’n’roll.

Nossa ultima parada do passeio foi na Galeria focada em fotográfica Open Eye.

A famosa frase do livro Artista ETC do Ricardo Basbaum nunca fez tanto sentido quanto nesse momento: Cérebro cremoso ao cair da tarde, isso era exatamente como eu me sentia depois de tanta informação.

Muitas coisas interessantes nessa ultima galeria, percebi que ela não era apenas especializada em fotografia Still, mas em fotografia como um todo, se relacionando também com performance e vídeo. Me identifiquei com o trabalho e fui perguntar se eles tinham algum programa de residência artística. As meninas da recepção foram muito simpáticas e me falaram que eles estão com OPEN CALL de exibições, vale super a pesquisa e o envio de projeto!

Depois de lá e antes de pegar o trem de volta para Londres não poderíamos deixa de conhecer o famoso Cavern Club, e terminamos o passeio com cérebros derretidos dançando muito ao som de rock antigo.

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