Are you an Artist?

English:  

DO IT/ PLAY IT 

Gabriele de Santis – Represented by galleries Limoncello (London) and Frutta (Rome)

gabriele_desantis@hotmail.it

This Tuesday we had the incredible presence of the Italian conceptual artist Gabriele De Santis is an alumnus of the course, graduated with merit and distinction in 2011. The conversation started very informally and he gave us a task: since his portfolio had more than 100 pages, we would have a few minutes to dive into the PDF and choose one or a construction set to describe, focusing on what could have been his intentions when doing a particular work. This exercise was very interesting because in addition to exercising our critical speech it helped him to look at his own work in other ways, leaving his own artistic circuit and getting from people from other cultures and backgrounds a new way to look at those projects.

I chose three paintings that reminded me of fantastic and abstract universes, in which the material used, ink, would have more prominence than a mimetic figure. Gabriele soon corrected me that these paintings were faithful copies of a small piece of marble stone, something when viewed closed turned out to abstract. So those were faithful and figurative drawings of textures and natural random patterns.

Gabriele’s work and his personality are very entertaining and unpretentious, he plays with everyday objects and new ways to connect the viewer with the work. In a exhibition he hung works just above the natural viewpoint and covered the gallery floor with a giant trampoline, so the spectators were forced to interact and jump to see the works as a whole.

For him, the techniques used are not the most important, but theme,  the subject behind the pieces. He makes art from the things that happen around him and he is critical to these. In his work ‘Party is over/ Art is over’ he makes a critique of the art industry and the artistic community, artists who only do art for fame or money. He also criticizes the current digital time, using Emogis in the  construction of new narratives.

 

Reference: bruce mclean pose work for plinths 

One of the the subjects for Gabriele is the relationship between the art market and the art gallery. During the conversation the question was asked if his relationship with the galleries was reflected in the work he does, if the gallery interfered in his artistic process . He answered saying that everyone needs money to live, so yes, the gallery  had influence on his work, but at the same time it does not hold him to just do art to be sold in the gallery, he keeps experimenting and researching for new elements. He gave us the hint for us to sign with a gallery as soon as possible, but never stop to search, and also to start with relatively low prices to make your name and get in contact with young collectors.

In this market it is very important to research to better introduce your work. To enter into this market you can never introduce yourself directly to the gallery, but we can introduce ourselves to the curators  that may make this bridge. It is important to be connected with the issues of contemporary times, and then use social networks to publicize your work, facebook, instagram, twitter. Add / follow the galleries that have something to do with your work and maybe they will see your art. Enjoy the MA time to try and do what you want- this is a moment completely for us, to start doing things for ourselves.

 In the end he indirectly gave us the hint to not take art too seriously and play more. The  art market can be very crazy- he just sold for 4000 Euros  an “invisible clock”, by the fictional artist that he invented. He is an artist with an amazing portfolio that came from the future, all of this  playing with time and space and with the art system.

Captura de Tela 2016-10-10 às 17.11.26.pngCaptura de Tela 2016-10-10 às 17.11.49.png

Português: 

DO IT/ PLAY IT 

Gabriele de Santis – representado pelas galerias Limoncello ( Londres ) e Frutta ( Roma ) 

gabriele_desantis@hotmail.it

Nessa terça-feira tivemos a incrível presença do artista conceitual italiano Gabriele de Santis que é um ex-aluno do curso formado com mérito e distinção em 2011. A conversa começou bem informal e ele nos deu uma tarefa: já que seu portfólio tinha mais do que 100 páginas, nos teríamos alguns minutos para mergulhar no pdf e escolher uma ou um conjunto de obra para nós descrevermos para ele focado em quais poderiam ter sido as intenções dele ao fazer esse trabalho.  Esse exercício foi muito interessante pois além de exercitar o nosso discurso critico ajudou ele a olhar o próprio trabalho de outras formas, sair do próprio circuito artístico e buscar em outras pessoas de outras culturas e outros passados um olhar sobre os seus projetos. 

Eu escolhi 3 pinturas que lembravam universos fantasiosos e abstratos, em que o material usado, a tinta, teria mais destaque do que uma figura mimética. Logo o Gabriele me corrigiu de que essas pinturas eram cópias fieis de um pequeno pedaço de pedra mármore, algo que tão próximo vira abstrato. Então são desenhos fiéis e figurativos de texturas e padrões randômicos naturais e abstratos. 

O trabalho do Gabriele, assim como sua personalidade são muito divertidos e despretensiosos, ele brinca com objetos cotidianos e novas formas de relacionar o espectador e as obras. Em uma exposição ele pendurou as obras um pouco acima do campo de visão natural e cobri-o o chão da galeria com uma cama-elástica gigante, os espectadores eram obrigados a interagir e pular para ver as obras como um todo. 

Para ele, as técnicas usadas não são o mais importante e sim o assunto, o tema por trás. Ele faz arte das coisas que acontecem ao redor dele e é critico com isso. Na sua obra Party is over/ Art is over ele faz uma critica a indústria da arte e a comunidade artística, artistas que só fazem isso pela fama ou pelo dinheiro. Ele também critica os tempos digitais atuais usando Emogis para construção de novas narrativas. 

referência: bruce mclean pose work for plinths

Um dos assuntos para o Gabriele é a relação com o mercado da arte e a galeria, na conversa foi feita a pergunta se a sua relação com as galerias reflete no trabalho que ele faz, se a galeria interfere no processo artístico dele. Ele respondeu diretamente dizendo que todo mundo precisa de dinheiro para viver então sim, a galeria influencia no trabalho dele, mas ao mesmo tempo isso não prende ele a só fazer arte para a venda na galeria, ele continua experimentando e pesquisando com coisas novas e novos elementos. Ele deu a dica para assinarmos com uma galeria o quanto antes, mas nunca parra de pesquisar, e começar com preços relativamente baixos para fazer o nome e entrar em contato com jovens colecionadores. 

Nesse mercado é muito importante a pesquisa para da melhor forma falar e apresentar o seu trabalho e manter o nível de pesquisa. Para entrar nesse mercado nunca podemos nos apresentar diretamente para a galeria, mas sim podemos nos apresentar para os curadores que talvez farão essa ponte.  É importante esta conectado com os assuntos da contemporaneidade, então usar as redes sociais para divulgar seu trabalho, facebook, instagram, twitter, adicione/siga as galerias que tem a ver com o seu trabalho quem sabe eles de alguma forma virão sua arte. Aproveite o momento do Mestrado para experimentar e fazer o que vc quiser é um momento totalmente para nós, para começarmos a fazer as coisas por nós mesmos. 

No fim ele indiretamente nos deu a dica para não levar a arte tão a sério e brincar mais, o mercado da arte pode ser muito maluco, ele acabou de vender por 4000 euros o “relógio invisível” autoria do artista ficcional que ele inventou. Um artista com um portfolio incrível que veio do futuro, tudo isso brincando com o tempo e o espaço e brincando com o sistema da arte. 

 

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