Mirror Maze

English:

This week, through the TV channels I came across the call for a temporary interactive installation in Peckham, South London. I organized my schedule and went the next day, because I couldn’t fail to attend to see the mirror maze made by British artist Es Devlin live,  commissioned for the release of a new fragrance from Chanel.

I went with Ale, and the way to the venue was very interesting, passing through several galleries and alternative cafes, places with comics, records and independent books, spaces where art is literally growing and leaking through the walls the walls. An area of the city that is in a real process of gentrification.

The facility was built in an old shed that seemed to have been completely modified to become an exhibition environment. We had no queue and we were soon led to a room where the front wall had a hole and a projection in super high definition featuring a mix of what looked like a study and work in process of the installation. At the end of the video we were invited to come through a hole,  and then to the maze constructed with mirrors.

The mirrored environment was clean and aesthetic, playing with the viewer’s perception leading him to “get lost” in the middle of the image itself. Inside the maze there was also a concave room in which textured images ( that allegedly were part of the artist’s childhood) were designed. This room also had water on the floor, making the viewer remain marooned on a small walkway. Both this room and the maze were sprayed  with a light fragrance and filled with experimental ambient music, that reminded me the Neon Demon movie with it’s ode to the body, beauty and aesthetics.

We stayed in the facility for about 30 minutes and when we left we noticed a line of people waiting to enter. It was interesting to witness this work live, but I thought the artist was shy when working and playing with the perception of visitors, she could have dared more, exposing more- she could’ve been less aesthetic and more visceral. I had the feeling that the installation had great aesthetics, all beautifully white, but lacked soul sensation, missing playing with other viewer’s senses.

I wanted to lose myself in it, and it didn’t happen.

About Mirror Maze  I About Mirror Maze

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Neon Demon – Movie, 2016

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Português

Nesta semana, passando os canais da televisão me deparei com a chamada para uma instalação interativa temporária em Peckham, no sul de Londres. Me organizei e fomos no dia seguinte, não poderia deixar de conferir ao vivo o labirinto de espelhos feito pela artista britânica Es Devlin encomendada para o lançamento de uma nova fragrância da Chanel.

Fomos eu e o Alê, a chegada até o local foi muito interessante passando por varias galerias e cafés alternativos, lugares com quadrinhos, discos e livros independentes, espaços onde a arte esta literalmente crescendo e vazando pelas paredes pelas paredes. Uma área da cidade que esta em verdadeiro processo de gentrificação.

A instalação estava construída em um antigo galpão que parecia ter sido completamente modificado para virar um ambiente expositivo. Quando chegamos não tinha fila e logo fomos guiados para uma sala em que na parede havia um buraco e uma projeção em super-alta definição apresentando a mistura de o que parecia um estudo e processo da obra, no fim do vídeo fomos convidados a entrar pelo buraco no labirinto construído de espelhos. 

O ambiente de espelhos era limpo e estético, brincava com a percepção do espectador fazendo com que ele “se perdesse” no meio da própria imagem. Dentro do labirinto também tinha uma sala côncava em que textura de imagens que supostamente faziam parte da infância da artista eram projetadas, nesta sala também tinha agua no chão, fazendo o espectador permanecer ilhado em uma pequena passarela. Tanto esse ambiente quanto o labirinto eram ambientando com uma leve fragrância e um som experimental que me trouxe referencia ao filme Neon Demon e ode ao corpo, a beleza a estética. 

Ficamos na instalação por volta de 30 minutos e quando saímos percebemos uma fila de pessoas esperando para entrar. Foi interessante presenciar ao vivo a obra, mas achei que a artista foi tímida em trabalhar e brincar com a percepção dos visitantes, poderia ter ousado mais, se exposto mais, poderia ser menos estético e mais visceral. Fiquei com a sensação que tinha muita estética, tudo branco lindo, mas faltando alma, sensações, faltou brincar com outros sentidos do espectador. 

Senti vontade de me perder e isso não aconteceu. 

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